Rebeldes pró-Rússia elegeram uma liderança separatista no leste da Ucrânia, ontem, em uma votação que o presidente Petro Poroshenko chamou de “farsa”.
O eletricista que se tornou líder rebelde, Alexander Zakharchenko, venceu com 81% dos votos, de acordo com as pesquisas de boca de urna de uma eleição que piorou a relação entre a Rússia e o Ocidente.
Os Estados Unidos e a União Europeia já haviam denunciado a ilegitimidade da eleição, mas a Rússia disse que reconheceria o resultado, o que agrava a crise que começou com o levante popular contra um presidente apoiado por Moscou, em fevereiro.
Poroshenko disse que a eleição foi uma “farsa, (conduzida) sob barreiras de tanques e metralhadoras”. “Espero que a Rússia não reconheça essa autodenominada eleição, porque se trata de uma clara violação do protocolo de Minsk de 5 de setembro, que também fora assinado pelos representantes russos”, afirmou ele, referindo-se a um tratado de paz internacional cujo intuito era encerrar meses de batalha entre separatistas e tropas ucranianas.