10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Mercado eleva de 6,32% a 6,45% previsão de inflação para 2014

Estadão Conteúdo
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No primeiro boletim de mercado Focus divulgado após as eleições presidenciais e a elevação da Selic de 11% ao ano para 11,25%, houve pouca alteração. A mediana das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 ficou inalterada em 6 45% de um levantamento para o outro. Um mês atrás, a estimativa para o indicador estava em 6,32%. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central.

Para 2015, a mediana registrou ligeira elevação, passando de 6 30% para 6,32%. Há quatro semanas, a perspectiva era de alta de 6,30%. A previsão suavizada para o IPCA para os 12 meses à frente também subiu, de 6,37% para 6,38%. Quatro semanas atrás estava em 6,38%.

Para o curto prazo, não houve alteração na mediana para outubro, que permaneceu em 0,50%, enquanto para novembro foi visto uma correção de 0,58% para 0,57%. Um mês atrás, essas taxas estavam, respectivamente, em 0,50% e 0,60%.

Entre os analistas que mais acertam as previsões, classificados como Top 5, a projeção para o IPCA segue em 6,49%, mesmo número da publicação anterior e próximo do teto da meta, definido em 6 50%. Um mês antes esse indicador estava em 6,31%. Para 2015, esse mesmo grupo manteve a mediana das estimativas em 6,38%. Um mês atrás, a mediana das previsões para o IPCA do ano que vem estava em 6,40%. 

PIB: expansão da economia encolhe

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 na pesquisa de mercado Focus apresentou ligeira queda, passando de 0,27% para 0,24%. Um mês atrás a expectativa também era de um avanço de 0,24%.

Os economistas, mesmo com previsões ruins para este ano, continuam a acreditar em alguma retomada da atividade no ano que vem, e mantiveram a taxa mediana para o período inalterada em 1 00%. Essa é a quarta semana consecutiva que essa previsão se mantém.

Conforme a pesquisa, o setor manufatureiro terá retração de 2 17% este ano, previsão ligeiramente melhor que a da semana passada, quando a projeção estava em queda de 2,24%. Vale lembrar que um mês antes, a expectativa era de uma diminuição da atividade de 2,14%. Para 2015, a previsão é de recuperação do setor, que deve ter expansão de 1,42% - mesmo número do documento anterior. Um mês antes a previsão era de 1,40%.

Os analistas mantiveram em 35,25% suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. Um mês antes estava em 35,00%. Já o ponto central da pesquisa para a relação em 2015 subiu de 35,75% para 35,80% de um levantamento para o outro. Quatro semanas antes, porém, estava em 35,50%.