Senhor Carlos D?Incao. Não pude deixar de me manifestar, após ler sua reportagem no JC de domingo (02/10). Concordo plenamente quando o sr. diz que os vitoriosos e derrotados dessas eleições devem deixar suas "paixões" de lado. Afirmar, porém, que a Dilma era a candidata menos ruim? Nunca vimos o Aécio ser presidente, no entanto, estamos vendo o PT no poder há 12 anos, sem resolver a seca do nordeste, sem promover a melhoria na vida dos pobres, como seres humanos respeitados, dignos e úteis para a sociedade. Aparelhou, sim, o Estado, tentando implantar um socialismo autoritário através de um governo populista e que vai ficar para a história como o governo mais corrupto de todos os tempos. Quais foram as relações internacionais mais importantes desse governo, as quais foram além do alinhamento Estados Unidos e Europa mesmo? Seria Cuba? Venezuela? Terroristas muçulmanos? Rússia?
Quem fortaleceu as fronteiras do Brasil com o mundo foi o ex-presidente FHC (tucano), através de uma economia estável e de credibilidade internacional, o que, aliás, muito beneficiou o governo Lula. O sr. sabe quanto São Paulo arrecadou em impostos em 2013? Aproximadamente R$ 300 bilhões. Sabe quanto o governo federal repassou para os paulistas? Aproximadamente R$ 23,5 bi. Por outro lado, a Bahia,arrecadou R$ 14 bilhões e recebeu R$ 18,5 bi. Alagoas, terra do Collor, arrecadou R$ 1,5 bi e recebeu R$ 5,5 bi. O Maranhão, terra do Sarney, arrecadou R$ 4,3 bi e recebeu R$ 10,5 bi. E por aí vai, nordeste afora. Aliás, Alagoas e Maranhão são os estados mais miseráveis do Brasil. Sabe quantos meses trabalhávamos para pagar impostos no tempo do FHC? Dois meses! E, agora, trabalhamos quase seis. Então, quem nos transformou em escravos do Brasil mesmo? Como vê, sr. D?Incao, os eleitores paulistas derrotados também têm suas razões para confiar em que o Aécio seria o menos ruim! E, mesmo derrotados, não picharam, não quebraram e nem destruíram patrimônios públicos e privados. Esses eleitores podem não ser reacionários e ser de segunda classe, nesse modelo republicano. Mas são de primeiríssima classe no que se refere a trabalho, senso de democracia e vontade de ver o desenvolvimento do Brasil.
Célia Calabria