08 de julho de 2026
Geral

Sagra quer assumir estradas rurais

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo

Secretário aposta na busca de recursos de fora para ampliar estrutura

Projeto de lei que tramita na Câmara Municipal quer passar para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Sagra) a responsabilidade pela manutenção e conservação das estradas rurais de Bauru. Atualmente, essa incumbência é da Secretaria Municipal de Obras, cuja reestruturação está proposta no mesmo texto de autoria do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Titular da Sagra, Chico Maia afirma que, durante a campanha eleitoral de 2012, a mudança já vinha sendo reivindicada pelos produtores rurais, que enxergam na pasta o principal canal de diálogo junto à administração pública.

Existem, em Bauru, 350 quilômetros de estradas rurais, sendo que apenas 15 são pavimentadas. Elas servem ao escoamento de 715 propriedades produtivas, especialmente, dos setores de olericultura, ovinocultura, apicultura, fruticultura e pecuária leiteira.

Segundo o prefeito, a principal dificuldade enfrentada, principalmente pelos pequenos agricultores, está nas estradas, que demandam construções, adequações, conservação e manutenção permanentes.

Chico Maia completa que há,  inclusive, muitas pontes em situação precária, altamente perigosas, nessas estradas rurais, que, atualmente, estão em condições razoáveis em função do tempo seco. “Quando chove, aquilo vira puro barro. Até a polícia tem dificuldade de chegar às propriedades quando necessário. Por outro lado, a falta de chuva provoca o acúmulo de areia e poeira nas vias”.

Para assumir a responsabilidade sobre as estradas rurais, será transferida para a Sagra a estrutura de pessoal, de máquinas e de orçamento da Secretaria de Obras. “São cerca de R$ 300 mil ao mês. O mais importante de tudo, porém, é que a conservação dessas vias passará a ser prioridade. Hoje, se vem uma chuva muito forte, todo o efetivo é deslocado para a área urbana e o pessoal da zona rural fica a ver navios”.

Insuficiente

O prefeito reconhece, no entanto, que a estrutura disponível hoje é insuficiente para atender as demandas de serviço, mas ressalta que a Sagra, certamente, poderá contribuir na elaboração de projetos para a aquisição de máquinas e equipamentos novos, que poderão ser utilizados, exclusivamente, para as obras no meio rural.

Chico Maia garante que há uma série de programas que disponibilizam recursos para o setor e que, já em 2015, a pasta deve ter acesso a R$ 700 mil para investimentos nas estradas por meio do programa de Microbacias da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. “As nossas dificuldades financeiras são enormes. Temos que contar com a criatividade e buscar, inclusive, ajuda para custeio, com verbas para a compra de combustível das máquinas, cascalho e material da construção civil, por exemplo”.

O georeferenciamento das estradas rurais é outra atividade fundamental, segundo o titular da Sagra. “A gente não sabe se alguns pontos estão em Bauru, Pederneiras, Piratininga ou Avaí. Também temos que regulamentar essas vias, estipulando largura mínima para os vários tipos de estradas. Hoje, no acesso a Tibiriçá, só passa um veículo por vez”.