09 de julho de 2026
Internacional

Obama sofre maior derrota política

Folhapress
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O presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, disse ontem que a vitória dos republicanos é um sinal da população americana de que ambos os partidos devem trabalhar pelos interesses dos cidadãos americanos.

Em pronunciamento, ele parabenizou o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, e o futuro presidente do Senado, Mitch McConnell, pela vitória e disse que os republicanos tiveram uma “boa noite” nas eleições de terça-feira.

Por outro lado, ele vê a vitória adversária, assim como a alta abstenção nas urnas (mais de dois terços não votaram) como um sinal da população americana que ele diz ter ouvido.

“A população americana mandou uma mensagem, uma que eles enviaram em diversas eleições. Eles esperam que os que eles elegem trabalhem o mais duro possível. Eles querem que o trabalho seja feito. Quero que vocês saibam que eu os ouvi.”

Obama defendeu que ele e os líderes democratas e republicanos se reúnam para comparar os programas de país antes de definir as prioridades para a próxima legislatura. O primeiro encontro, segundo o mandatário, deverá ser amanhã.

Por outro lado, afirmou que poderá usar o poder de veto para retirar algumas medidas aprovadas pelos republicanos. “O Congresso vai aprovar medidas que eu não vou assinar. Nós certamente poderemos encontrar formas de trabalhar em conjunto em temas que têm forte aprovação entre o povo americano”.

Dentre as áreas em que ele afirma concordar com os republicanos, estão a aprovação de novas formas de financiamento para os universitários americanos e com o aumento do salário mínimo. E destacou os progressos feitos na economia.

“Nós conseguimos aumentar nosso crescimento, a geração de empregos e implementar mudanças na previdência social enquanto a economia piorava no resto do mundo, e nós continuaremos isso, claro que com a ajuda do Congresso”, disse.


Primeiras votações

Dentre as primeiras medidas que Obama pretende colocar em votação nas próximas semanas, estão o aumento da verba destinada ao combate ao ebola na África e nos Estados Unidos e uma nova autorização para aumentar a ação militar contra o Estado Islâmico.

Por outro lado, deu sinais de que poderá tomar decisões diretas do Executivo que poderiam legalizar milhões de estrangeiros ilegais, o que vem sido barrado por republicanos no Congresso. As medidas deverão ser anunciadas até o fim deste ano. 


Mais Estados liberam a maconha

Eleitores nos Estados norte-americanos do Oregon e do Alasca e na capital federal dos Estados Unidos, Washington, decidiram, legalizar o uso recreativo da maconha, em vitórias cruciais que podem dar impulso ao movimento pela legalização. A proposta no distrito de Columbia, segundo a qual estaria permitida a posse de maconha mas não sua venda no varejo, foi aprovada com cerca de 65% dos votos, mostraram resultados não oficiais. Já as medidas no Oregon e no Alasca vão mais longe e estabelecem uma rede de lojas de maconha regulares, similares àquelas que já operam nos Estados de Colorado e Washington, após votações pela legalização realizadas em 2012.