Ao menos 48 pessoas, na maioria estudantes, foram mortas pela explosão de uma bomba em uma escola de ensino médio na cidade de Potiskum, no nordeste da Nigéria, ontem. O atentado ocorreu durante um encontro de alunos antes das aulas, segundo a polícia.
Ninguém assumiu de imediato a autoria do ataque no Estado de Yobe, local onde costumam agir os insurgentes do grupo radical islâmico Boko Haram.
O porta-voz da polícia, Emmanuel Ojukwu, disse que há ainda 79 feridos.
Ao chegar ao local do ataque, militares foram recebidos com pedras lançadas pelos moradores, revoltados com a incapacidade do governo de debelar os radicais.
Mariam Ibrahim, uma professora da escola, disse à reportagem que a bomba explodiu quando ela chegava e os alunos participavam da reunião regular da manhã.
A explosão foi causada por um homem-bomba que estava vestido com o uniforme da escola e com os explosivos em uma mochila.
Segundo um funcionário do necrotério, as vítimas tinham entre 11 e 20 anos.
Milícia radical
Os radicais do Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é um pecado”, lutam pelo estabelecimento de um Estado islâmico na Nigéria.
Eles se opõem à escolarização de meninas e acreditam que os meninos devem receber só uma educação islâmica. Por isso, as escolas nigerianas costumam ser alvo.