O presidente do México, Enrique Peña Nieto, enfrenta uma onda crescente de protestos sobre o desaparecimento de 43 estudantes e perguntas cada vez mais duras sobre a compra, por sua mulher, de uma mansão na Cidade do México de uma companhia que conseguiu generosos contratos do governo.
A companhia mexicana ganhou, com uma firma chinesa, um contrato de US$ 3,7 bilhões para a construção de um trem de alta velocidade.
O acordo, porém, foi revertido na semana passada em meio a críticas de que o consórcio foi o único a participar da licitação.
Difícil identificação
As autoridades do México só contam com uma rótula e outra parte de um corpo humano para identificar os restos de dezenas de pessoas assassinadas e incendiadas que presumem ser os 43 estudantes que desapareceram no final de setembro, um caso que comoveu o país.
O procurador-geral mexicano, Jesús Murillo Karam, disse que um laboratório especializado na Áustria que analisou os restos através de videoconferência afirmou que as duas partes são as únicas com possibilidades de serem identificadas, mas que não há certeza devido ao grau de carbonização dos restos.
“Disseram (no laboratório) que havia duas que tinham possibilidades, dos restos, somente uma rótula e um pedaço”, devido ao fato de que a fogueira ardeu a 1.600 graus Celsius, declarou Murillo em uma entrevista à rede de televisão Televisa.
“Não nos disseram que se poderia (identificá-los), disseram que havia uma possibilidade”, explicou.
No caso de o laboratório, pertencente à Universidade de Innsbruck, conseguir recuperar o DNA das partes, estas teriam que ser enviadas a outro laboratório na Espanha.