|
Greg Baker/Reuters |
|
|
|
Barack Obama e Xi Jinping brindam após almoço em Pequim |
Após meses de negociações sigilosas, China e Estados Unidos alcançaram um acordo sem precedentes com vistas a reduzir emissões de gases poluentes.
Tal feito deve energizar o esforço para concluir um acordo global sobre mudança climática em 2015.
O anúncio foi feito ontem, na conclusão da visita à China do presidente americano, Barack Obama. Ao lado do líder chinês, Xi Jinping, Obama classificou o acordo como “histórico”.
A China se comprometeu a atingir o ápice de suas emissões de CO2 no máximo até 2030, quando então elas deverão começar a cair. Para isso, o país pretende investir para que 20% de sua energia tenha origem em fontes não poluentes.
É a primeira vez que a China, país que mais polui no mundo, estabelece uma data para que suas emissões de CO2 parem de aumentar. Juntos, China e EUA são responsáveis por mais de 40% do dióxido de carbono emitido em escala global.
Os EUA, por sua vez, assumem o compromisso de reduzir as emissões em 2025 entre 26% e 28% em relação a 2005. A nova meta é mais ambiciosa que a estabelecida anteriormente por Obama, de um corte de 17% até 2020.
“Como as duas maiores economias e os maiores consumidores de energia e emissores de gases-estufa, temos uma responsabilidade especial de liderar o esforço global contra a mudança climática”, disse Obama.
Apesar do otimismo demonstrado por Xi e Obama, os dois líderes terão que vencer resistências domésticas para cumprir as metas.
Nos EUA, as recentes eleições legislativas deram o controle do Senado ao opositor Partido Republicano, que também aumentou sua maioria na Câmara, tornando mais difícil a aprovação de projetos do governo.
O acordo não precisa passar por aprovação do Congresso, mas as críticas vindas não tardaram. “Esse plano climático irrealista que o presidente empurrará para o seu sucessor vai garantir apenas impostos mais altos e menos emprego”, atacou o líder republicano no Senado, Mitch McConnell.