09 de julho de 2026
Geral

"Estruturante", HE completa 12 anos


| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan

HE ganha nível estruturante e Antonio Rugolo Junior destaca posição

Com movimento diário de 600 novos pacientes oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo 68 municípios do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-4), com população estimada de 1,8 milhão de pessoas, o Hospital Estadual de Bauru “Dr. Arnaldo Prado Curvello” (HEB) completou, nesta semana, 12 anos de existência. E com uma grande responsabilidade: passa a ser nível estruturante, ou seja, para problemas de saúde mais graves.

“Hoje, a Secretaria de Estado da Saúde divide as instituições em três níveis diferentes: os hospitais estruturantes, aqueles de alta complexidade, os hospitais estratégicos, aqueles predominantemente de média complexidade, e os de apoio, que atenderão baixa complexidade e ficarão na retaguarda para os demais hospitais da rede, com menos de 50 leitos”, explica o gestor do HEB Antonio Rugolo Junior, vice-presidente da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).

Situados no mais alto nível da escala de hierarquização dessa nova classificação, os hospitais estruturantes, como passa a ser o HEB (que fez aniversário nesta terça-feira), são fortalecidos para oferecer tratamentos médicos para os pacientes com os problemas de saúde mais graves, como tratamento de queimaduras, hemodiálise, cirurgias cardíacas e oncológicas, tratamentos de quimioterapia, entre outros procedimentos. 

Estratégico

Além disso, como explica Rugolo, como hospital estruturante, “o HEB exerce papel fundamental na estruturação das redes regionais de atenção à saúde, devendo ser protagonista da referência e da contrarreferência no sistema, junto com a DRS-4”. 

Na prática, isso quer dizer que o HEB terá como responsabilidade atender predominantemente alta complexidade e contribuir com a DRS-4 na coordenação dos hospitais estratégicos e de apoio que integrarem essa rede, como santas casas e hospitais de retaguarda.

Investimentos

Hoje, com mais de 1,7 mil colaboradores, o hospital realiza cerca de 2,2 mil atendimentos, somando exames, consultas e internações gerais, em prédio de sete pavimentos, com aproximadamente 28,5 mil metros quadrados de área construída. 

Gerenciado diretamente pela Famesp desde 2012, o HEB vem recebendo investimentos da Secretaria de Estado da Saúde para se consolidar nessa nova classificação.

Para este ano, o Estado destinou cerca de R$ 132 milhões para a unidade cumprir seu contrato de gestão. Além disso, em agosto, a pasta assinou um termo aditivo de R$ 1.468,260 para aquisição de equipamentos e insumos para a área de oftalmologia do HEB, como vitreófago, microscópios cirúrgicos, facoemulsificador e tomografia de coerência óptica.

O investimento proporcionará a realização mensal de, aproximadamente, 200 cirurgias de catarata, 16 vitrectomias, 12 transplantes de córnea, 16 cirurgias de glaucoma, além de outras cirurgias menores, como pterígeo.


Ensino

Hoje, o HEB recebe alunos de três modalidades de ensino: internato (6.º ano de Medicina da Unicastelo, de Fernandópolis), residência médica (da FMB/Unesp e de programas próprios da Famesp) e de estágios curriculares de outras áreas da saúde (atualmente, provenientes de 12 instituições de ensino). 

Para esses programas, o HEB possui um alojamento com 16 quartos que acomodam até 64 estudantes. O programa de residência médica da Famesp teve início em 2014, passando a receber médicos procedentes de instituições de ensino de diversos estados brasileiros. Entre 2006 e 2014, o hospital recebeu 621 internos, 1.213 residentes e 1.484 estagiários.