HÁ MALES QUE VÊM PARA BEM
Em 1950, aconteceu um dos maiores desastres da história do futebol: o Brasil só precisava empatar para ganhar sua primeira Copa Mundo, mas o Uruguai venceu de virada e fez a festa. Em 1954, ainda no processo de reformulação, nossa Seleção foi eliminada pela Hungria, mas quatro anos depois conquistou o primeiro de uma série de cinco títulos mundiais. Voltamos a decepcionar em casa 64 anos depois do Maracanazo, por conta do massacre alemão nas semifinais. Calminha, pois o Brasil pode dar a volta por cima, talvez na Rússia-2018, já que a nova era Dunga está no rumo certo. Três das cinco vitórias nos cinco jogos foram contra Argentina, gigante do futebol mundial, Colômbia e Turquia, que não são equipes inexpressivas. O goleiro estreante Diego Alves, Miranda e Filipe Luís, que não estiveram na Copa de 2014, além de ilustres desconhecidos que atuam no Leste Europeu, se encaixam na nova postura da Seleção Brasileira. Levo fé no provérbio "há males que vêm para bem".
BYE BYE TÍTULO
Se o São Paulo tivesse vencido o Internacional, estaria a dois pontos do Cruzeiro e jogaria pressão para o líder, que enfrenta o Santos domingo. O Tricolor jogou bem, mas só empatou e deu um adeus ao título. O placar foi justo, apesar do gol do Inter ter sido irregular. Só que para tentar se redimir do erro, o árbitro andou tentando ferrar o Colorado, que volta ao G4 do Brasileirão.
EMOÇÕES
Essa final da Copa do Brasil ficará para sempre na história do futebol nacional. O clássico mineiro teve arbitragem polêmica e o Atlético mereceu vencer o Cruzeiro. Podia até golear, se não fosse a atuação do goleiro Fábio. Agora o Galo vai para a volta podendo perder por um gol de diferença, mas tudo pode acontecer em futebol, principalmente quando duelo decisivo é no Mineirão.
BRAZUCA
Ronaldinho Gaúcho vai trocar o modesto Querétaro, do México, pelo Los Angeles Galaxy, rival do Orlando City, futuro time de Kaká. Com seu futebol alegre e criativo, o meia-atacante pode fazer sucesso nos EUA, e seria um dos únicos do time a receber valor superior ao teto salarial.
DÚVIDA
Foram espetaculares os gols de Tim Cahill, Fabián, Sato, Diego Costa e James Rodríguez, que concorrem ao Prêmio Puskas. Mas prefiro o de Ibrahimovic. Ou de Van Persie.
NOVIDADES
Até o fim do mês vão surgir novidades no Norusca. Cronistas que são alvirrubros roxos e líderes da organizada Sangue Rubro vão se reunir com um megaempresário. Aguardem.
MEMÓRIA
Final da Copa do Brasil de 1992: Internacional 1 x 0 Fluminense, no Beira-Rio, gol de Célio Silva. Árbitro: José Aparecido de Oliveira. Público: 33 mil. Inter: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Daniel Franco; Ricardo, Elson (Luciano) e Marquinhos; Maurício, Gérson (Nando) e Caíco. Técnico: Antônio Lopes. Fluminense: Jefferson; Zé Teodoro, Vica, Sandro (Carlinhos Itaberá) e Lira; Pires, Souza e Bobô; Sérgio Manoel, Vágner e Ézio. Técnico: Sérgio Cosme.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Paulinho Carioca e Quarteto Sambando.