A Polícia Federal em Curitiba confirmou nesta sexta-feira (14) a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e de mais 17 pessoas, de forma temporária e preventiva. Todas fazem parte da sétima fase da Operação Lava Jato. Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva. Os investigados que não foram localizados até o momento tiveram os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos da PF e estão proibidos de deixar o país, entre eles, o lobista Fernando Baiano, citado nas investigações como agente do PMDB no esquema criminoso.
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Ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque é um dos presos |
De acordo com a PF, alguns executivos das sete maiores empreiteiras do país, mantinham, nas últimas semanas, atitudes suspeitas, prevendo que poderiam ser alvo de uma operação policial. Segundo o delegado da PF, Igor Romário de Paula, responsável pela operação, essa pessoas pernoitavam fora de casa e viajam com frequência. Ele negou que tenha havido vazamento de informações. “Alguns vinham saindo do país com frequência ou dormiam em hotéis, apartamentos nitidamente com caráter de não permanecer [nas residências fixas]. Isso se comprovou hoje com alguns sendo encontrados em outras cidades.”
PF cumpre 85 mandados judiciais na sétima fase da Operação Lava Jato
Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de R$ 59 bilhões com a Petrobras foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. “São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos”, disse o delegado.
Ainda de acordo com a PF, os executivos das empreiteiras presos hoje participaram diretamente da celebração de contratos com a Petrobras. Outros alvos da operação tiveram participação secundária ou atuaram no transporte de recursos obtidos de forma ilícita para doleiros, que posteriormente faziam a lavagem.
Na sétima fase da Operação Lava Jato foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema.
Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações financeiras atípicas no montante que supera os R$ 10 bilhões. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.
Os mandatos foram cumpridos nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da operação.
Onze presos da Lava Jato seguirão hoje para Curitiba
Onze prisioneiros da Operação Lava Jato deixaram a sede da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa, em direção ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em uma van preta com vidros escuros da PF.
Em um micro-ônibus, também da PF, segue todo o material apreendido na sede de algumas das principais empreiteiras do País - são computadores, documentos, livros contábeis e outros papéis que interessam à investigação.
De Cumbica, os prisioneiros da Lava Jato seguirão para Curitiba (PR) onde estão concentradas as investigações sobre o escândalo de corrupção e propinas na Petrobras, envolvendo políticos e partidos.
Eles foram detidos na sétima fase da operação, deflagrada nesta sexta-feira, 14, suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. Foram presos executivos e realizadas buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na estatal.