O economista italiano Vilfredo Pareto disse: "O dinheiro não tem cheiro", todavia, no Brasil, essa regra não pega, haja vista a denúncia do doleiro Alberto Youssef, na qual 28 (vinte e oito) deputados federais recebiam dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras que variava de R$ 100.000,00 a R$ 150.000,00, dependendo da importância individual de cada parlamentar.
Com esse faro afinado daqueles parlamentares, já pensou se o dinheiro tivesse cheiro, qual não seria o estrago no orçamento da Petrobrás? Ainda misturando os assuntos, já estou ficando pessimista com relação à vinda de uma medicina para Bauru, não obstante as promessas federal e estadual. Pelo visto, minha neta tem que buscar Catanduva, Bragança Paulista, Pouso Alegre (MG), Marília (duas) ou Botucatu (ainda bem ? 100 km) se persistir a vontade de ser médica. O orçamento do município está com as "pernas curtas", com a queda da arrecadação.
A solução está na industrialização, entretanto, nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico precisa ser mais ativa e menos sedentária. Iracemápolis, município de 20.000 habitantes, próximo de Limeira, já possui uma montadora da Hyundai! E agora recebe uma indústria de capacetes para motociclistas. Já está na hora de termos uma montadora a exemplo de tantos outros municípios por esse Brasil afora. Bauru e região viraram uma grande produtora e citros (laranja); está na hora de se diligenciar até Araraquara, junto à Cutrale, para auscultar a possibilidade de montar uma unidade em Bauru, com economia do frete, pela proximidade da matéria-prima e pelo alto custo desse insumo na produção do suco. Vai aqui, nossa modesta sugestão.
Já não digo uma usina sucroalcoleira porque além de ser altamente poluente, não temos vocação para plantação de cana de açúcar.
Waldo Cyro Giraldi