Desculpem, senhores leitores desta Tribuna do meu querido JC, usar o termo acima para exemplificar as verdadeiras "odisseias" pelas quais passei no Pronto-Socorro, em Bauru, na busca para os alívios dos meus ais. Em fevereiro (22) completarei 78 anos de vida, pelos quais agradeço a Deus a cada amanhecer. Depois dos 60, começaram a aparecer os sintomas conclusivos da pneumonia, enfisema pulmonar, diabetes, osteoporose nas "juntas", hérnias ingnais e servicais, retenção urinária que me deixa pernas e pés com um "edema" de dar inveja aos paquidermes indianos e africanos.
Pelo fato de ser assalariado, tenho que recorrer ao SUS para receber atendimento médico. Aí é que entra o termo usado como "título" desta minha missiva. Para tirar radiografia de qualquer parte do corpo, os pacientes são obrigados a "esperar" que uma "Kombi" seja lotada para seguir até à UPA do Ipiranga para fazer o Raio X.
Vejam se não é mesmo o fim da picada: o Hospital de Base (estadual) tem Raio X, mas proíbe o Pronto-Socorro (municipal) de usá-lo porque esse "prefeitinho" que foi eleito com meu voto não paga suas cotas ao Estado e, por sua vez, o senhor Geraldo Alckmin e o nosso prata da casa do qual sou eleitor desde o tempo em que o "guaraná" era envazado e tapado com "rolha" (cortiça), dr. Pedro Tobias...
Pacientes com todo tipo de fraturas são obrigados a se apertarem no exíguo espaço de uma Kombi e a cada curva, "quilos" de "uis e ais" pelas dores. Então eu pergunto, plagiando a personagem do "Zorra Total": E aí, como é que eu fico? Que os responsáveis aqui citados me dêem uma resposta sem "evasivas", tentando tirar "o seu da reta". Obrigado ao JC, "o melhor jornal do nosso mundo".
Irineu Luzia Fernandes