09 de julho de 2026
Internacional

Pais de norte-americano decapitado pelo EI pedem orações e privacidade

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Os pais de um assistente humanitário norte-americano decapitado por militantes do Estado Islâmico após ser sequestrado em território sírio pediram orações para outros reféns na Síria e no Iraque em uma breve declaração pública na sua igreja em Indianápolis nesta segunda-feira.

Abdul-Rahman Kassig, cujo nome antes de sua conversão ao Islamismo era Peter, foi o quinto refém europeu ou norte-americano a ser assassinado por militantes. Sua cabeça decepada foi vista em um vídeo divulgado no domingo que também mostrou decapitações de pelo menos 14 homens.

Em um breve comentário público na Igreja Metodista Epworth United, em Indianápolis, a mãe de Kassig, Paula Kassig, leu uma mensagem sobre seu filho escrita por um dos ex-professores dele.

“Se uma pessoa pode ser tanto realista quanto idealista, então Peter é isso”, disse ela. “Peter ganhou o direito de ser as duas coisas... a vida de Peter é a prova de que ele esteve certo o tempo todo; uma pessoa pode fazer a diferença.”

O pai de Kassig, Ed Kassig, pediu: “Por favor, orem por Abdul-Rahman, ou Pete, se é assim que você o conhece, ao pôr do sol nesta noite. Orem também para todas as pessoas na Síria e no Iraque ao redor do mundo que estão sendo mantidas contra a sua vontade.”

No início de outubro, o Estado Islâmico tinha ameaçado que Kassig, de 26 anos, um médico e ex-membro do Exército dos Estados Unidos, seria o próximo refém norte-americano ou europeu a ser decapitado após o grupo matar o agente humanitário britânico Alan Henning.

Os Kassig apelaram repetidamente ao Estado Islâmico para poupar seu filho, que tinha começado a se converter ao Islã antes de ser capturado na Síria em outubro de 2013. Eles disseram que sua conversão foi um processo sincero.

Governo reage

Pelo menos um cidadão francês foi identificado oficialmente nas imagens que mostram o assassinato do refém americano Peter Kassig. Segundo autoridades francesas, trata-se de Maxime Hauchard, 22 anos, que entrou na Síria pela Turquia em 2013 para se juntar ao EI. Hauchard já vinha sendo monitorado pelo serviço secreto francês. As suspeitas são de que outro militante que aparece no vídeo seja francês, mas a informação não havia sido confirmada.