08 de julho de 2026
Internacional

Ataque a sinagoga deixa 4 mortos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Dois palestinos armados com um cutelo e uma arma de fogo mataram quatro pessoas em uma sinagoga de Jerusalém ontem, antes de serem mortos a tiros pela polícia, no incidente mais grave em seis anos na cidade sagrada e ocorrido em meio a uma crise no conflito religioso da região.

Um fiel que estava na celebração matinal da sinagoga de Kehillat Bnei Torah, em uma vizinhança ultraortodoxa em Jerusalém Ocidental, disse que cerca de 25 pessoas estavam rezando quando o tiroteio começou.

“Eu olhei para cima e vi alguém atirando à queima-roupa. Então alguém entrou com algo que parecia uma faca de açougueiro”, disse a testemunha, Yosef Posternak, à Rádio Israel.

Fotos distribuídas por autoridades israelenses mostraram um homem com vestimentas judaicas morto, um cutelo de açougueiro ensanguentado, e diversas mesas de orações reviradas, com livros cheios de sangue.

Condenação

Em seu primeiro pronunciamento após o ataque contra uma sinagoga de Jerusalém, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu uma “mão mais dura” contra os palestinos e criticou a Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, por incitar atos de violência contra o país e a comunidade internacional por não condenar com força o atentado.

Netanyahu já ordenou a destruição das casas dos dois assaltantes, medida controversa, que foi interrompida por cerca de 10 anos pelos militares, que a consideram contraproducente.

Abbas condenou o ataque, que aconteceu após um mês de inquietações motivadas, em parte, por uma disputa sobre o santuário mais sagrado de Jerusalém.