11 de julho de 2026
Geral

Por falta de manutenção, viaturas do Samu estão sem ar-condicionado


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Em diligência realizada na sede do Samu, o MPT constatou que apenas uma das nove viaturas em operação, ontem, estava com o aparelho de ar-condicionado funcionando. “Trata-se de um instrumento de necessidade básica de trabalho para a conservação dos medicamentos e para o bem estar do paciente e do servidor, que trabalha em situação de estresse, em um espaço apertado. Não é luxo”, pontua o procurador Luís Henrique Rafael.

O Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento (Duupa) foi procurado pela reportagem, mas informou desconhecer o problema. Diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Edson Luiz da Silva informou que a administração encontra dificuldade para encontrar mão de obra especializada que possa fazer este tipo de manutenção.

“Precisamos de, pelo menos, três orçamentos para poder contratar por meio de licitação. Como este tipo de veículo possui instalações elétricas diferenciadas, não é simples encontrar quem saiba fazer o conserto”, frisa.

Vale destacar que, para poder realizar este tipo de serviço, além de contar com mão de obra capacitada, o estabelecimento não pode dever impostos municipais, estaduais ou federais ou mesmo ser réu em ações trabalhistas.

Para tentar minimizar o problema, Silva ressalta que todas as ambulâncias permanecem estacionadas à sombra quando não estão em atividade. O diretor administrativo destacou, ainda, que o Samu não trabalha com medicamentos termolábeis, tais como insulina ou vacinas, que se degradam facilmente sob influência do calor.

Atualmente, segundo Silva, o serviço conta com nove viaturas em operação e oito reservas, além de duas motolâncias. Além da falta de ar-condicionado nas ambulâncias, o MPT detectou outras irregularidades durante a fiscalização.

Uma delas foi o armazenamento irregular de cilindros de oxigênio e o descarte inadequado de lixo hospitalar. Também verificou que o local para descanso dos funcionários e para o depósito de pertences pessoais tinham dimensões menores do que a real necessidade.