09 de julho de 2026
Jogos Abertos 2014

Nova Cancha de Bocha: "Faltou só o banco"

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Muito elogiada por atletas e autoridades, a nova cancha oficial de bocha foi inaugurada ontem pela manhã, em Bauru. Situada ao lado do Estádio Sílvio de Magalhães Padilha (Padilhão), na Vila Giunta, ela é o maior investimento da prefeitura para a 78.ª edição dos Jogos Abertos do Interior. Ao custo de R$ 800 mil, a obra só não previu a instalação de bancos, cobrados pelos jogadores, em sua maioria da terceira idade.

 

“A estrutura é muito boa mesmo”, comentou José Roberto de Andrade, presidente da Liga Osasquense de Bocha. Ele não se esqueceu dos bancos, já que assistiu à partida de seu time apoiado no alambrado que cerca a quadra. Inicialmente, o alambrado teria dois metros, mas seu tamanho foi reduzido justamente para facilitar o acompanhamento das partidas.

 

“A altura da quadra é boa. Dá para assistir de todos os lados. Os placares eletrônicos também são ótimos e a estrutura é muito boa”, acrescenta Tiago Cogo da Silva, diretor da Liga de Bocha de Osasco. Oriundo do Rio Grande do Sul onde, segundo ele, o esporte é o segundo mais popular no interior do Estado (só perde para o futebol), Tiago considerou a estrutura de Bauru como uma das melhores que já visitou.

 

Sugeriu, porém, a instalação de carpete na tábua lateral da quadra que, ontem, soltava areia quando a bola batia, além do funcionamento de um bar no interior do barracão. “Para ficar perfeito, só faltam os bancos. Como as partidas duram de 40 minutos a uma hora, são importantes porque a maioria não aguenta ficar tanto tempo em pé. Nem em Itu tem uma quadra assim”, reitera Luigi Bandetini, atleta da cidade conhecida pelos exageros. 

 

Competição

 

Tanto Itu quanto Osasco disputaram ontem pela Segunda Divisão. Hoje é a vez da Primeira Divisão, quando a equipe de Bauru entrará em ação. Por dois anos sem quadra para treinar na cidade (desde que a sede da Associação Luso Brasileira foi demolida no Jardim Estoril), o time local usou, neste período, uma cancha em Piratininga.

 

“Ficará como legado. O mais importante é que estamos resgatando a modalidade. É um dos espaços mais modernos no Estado. A construção arquitetônica é bonita. Com o pé direito alto, a questão da ventilação foi pensada”, elogiou o secretário municipal de Esportes, Roger Barude. 

 

Para o chefe do Comitê Dirigente dos Jogos Abertos do Estado, Maurício Pereira Lisboa, é difícil encontrar em território paulista um espaço como o bauruense, apontado como de primeira linha.  “Na verdade, o maior legado dos Jogos Abertos é o espírito esportivo. É ver todas as modalidades incentivadas a participar”, concluiu o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

 

Homenagem

 

O novo espaço para bocha foi batizado com o nome de Antonio Canela, considerado o maior nome da bocha bauruense em todos os tempos. Entre tantos títulos, foi campeão individual do Estado de São Paulo, lembra a esposa Dulce Spinelli Canela. Viúva há dois anos, conta que seu marido era apaixonado pela modalidade desde criança, quando começou a jogar em um espaço no sítio do pai. “A bocha era a vida dele”. No entanto, depois que se aposentou, o empenho foi ainda maior, relembra Dulce.