10 de julho de 2026
Internacional

Israel mata palestino após 3 meses de trégua

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Um palestino foi morto neste domingo (23) na Faixa de Gaza por militares israelenses ao se aproximar da cerca que separa Israel do território. A morte, divulgada pelo Ministério da Saúde de Gaza, é a primeira no local desde o fim do conflito entre o grupo radical Hamas e Israel, em agosto, e em meio a uma escalada de tensão na região.

 

Segundo familiares, Fadel Mohammed Halawa, 32 anos, foi atingido quando tentava capturar, com um amigo, pássaros raros em árvores próximas à fronteira, na região do campo de refugiados de Jabalia (norte de Gaza).

 

As forças de segurança de Israel disseram que os dois palestinos não obedeceram às ordens de não se aproximarem, e que os primeiros tiros foram dados para o alto. O governo israelense, contudo, não confirmou a morte do palestino.

 

Nas últimas semanas, diversos incidentes violentos foram registrados na Cisjordânia e em Israel. Após o fechamento da Esplanada das Mesquitas, um dos principais locais sagrados do Islã, em outubro, seguiram-se ataques de palestinos contra israelenses - o último, a uma sinagoga, deixou cinco mortos -, e palestinos acusaram colonos judeus de incendiarem uma mesquita.

 

ESTADO JUDEU

 

Apesar do clima de hostilidade, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, aprovou ontem um projeto de lei que deve acirrar ainda mais os ânimos na região.

 

O texto oficializa o status de Israel como nação do povo judeu - uma reivindicação da direita israelense amplamente criticada pela minoria árabe, que representa cerca de 20% da população, e por grupos de direitos humanos.

 

O controverso projeto de lei ainda precisa passar pelo Parlamento, o que pode ocorrer nesta semana.

 

Segundo Netanyahu, a lei é necessária para reforçar a natureza judaica e democrática de Israel num momento em que muitos desafiam a existência deste Estado.

 

O projeto, proposto por quatro deputados nacionalistas, foi aprovado com 15 votos a favor e sete contra. Líder do partido de centro Yesh Atid, o ministro das Finanças, Yair Lapid, descreveu o texto como “fatal”, enquanto vários outros ministros, para questionar o projeto, lembraram o policial druso morto enquanto defendia judeus no ataque à sinagoga.