08 de julho de 2026
Internacional

Júri absolve policial acusado de matar negro nos EUA

Estadão Conteudo
| Tempo de leitura: 2 min

Um júri popular formado por 12 pessoas decidiu absolver o policial Darren Wilson, de 28 anos, acusado de assassinar um adolescente negro em Ferguson, no estado norte-americano de Missouri, no último dia 9 de agosto. A morte de Michael Brown, de apenas 18 anos, reacendeu tensões raciais na comunidade local e gerou uma série de manifestações dos moradores, cuja maioria é negra.

As autoridades locais temem que a decisão do júri, tomada nesta segunda-feira, volte a trazer turbulências para a região.  À época, os protestos se tornaram violentos, às vezes, com a polícia local chegando a usar com gás lacrimogêneo e engrenagem de estilo militar para dispersar a multidão, enquanto enfrentavam saques esporádicos.

O júri se reuniu por quase três meses para ouvir os depoimentos de testemunhas e outras pessoas envolvidas na morte do jovem e contou com detalhes de investigações realizações por várias organizações dos Estados Unidos, inclusive o FBI.

Desde o tiroteio, houve debate contencioso sobre o que aconteceu naquele dia. A polícia e o advogado da família Brown, Anthony Gray, já disseram que Michael lutou com o policial, que é branco e tiros foram disparados antes que ele afastasse do veículo do policial. A família Brown disse logo após o tiro que o adolescente estava segurando as mãos para se render, mas, mais recentemente, Gray descreveu a cena com o garoto com mãos para o lado quando levou o tiro.

Protestos começam depois de absolvição de policial

Minutos depois de um júri popular decidir pela absolvição do policial acusado de assassinar um adolescente negro nos Estados Unidos, centenas de moradores do subúrbio de St. Louis, em Missouri, onde o jovem morava, foram às ruas para protestar contra a decisão.

Ao contrário do que pediu o presidente Barack Obama, os protestos são violentos. As pessoas partiram para o confronto direto com a polícia, atirando pedras e atacando os veículos dos policiais, além de alguns gritarem "assassinos!". Vários tiros também foram ouvidos. A polícia reage com bombas de gás lacrimogêneo.

Mais cedo, Obama pediu para que os moradores protestassem de forma pacífica. "Nós somos uma nação construída sobre o Estado de direito, por isso temos de aceitar a decisão", disse. O presidente também que o país já avançou bastante nas questões raciais, mas ainda há problemas para serem superados.