11 de julho de 2026
Nacional

Governador do Rio defende penas mais rígidas para assassinos de policiais

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, defendeu nesta quarta-feira (26), durante evento na Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio (Faperj),  penas mais severas para quem matar policiais, ao comentar o assassinato de dois PMs  durante esta semana. Na manhã de hoje (26), uma tentativa de assalto na Leopoldina, zona portuária da cidade, deixou dois policiais feridos e um homem morto, atingido por uma bala perdida.

Após os ataques que vitimaram o policial Ryan Procópio, encontrado morto dentro de seu carro na segunda-feira (24), e Anderson de Senna Freire, que morreu após ser baleado durante serviço na terça-feira (25), o governador disse que se solidariza com a família dos PMs e que é necessário punir com mais rigor os autores desse tipo de crime.

"Eu sofro e lamento muito, e me solidarizo com a família desses policiais. Temos prendido 80, 100 pessoas na praia e 40, 50 na Central. Tem gente que já prendemos oito vezes. Vamos discutir dentro do Congresso Nacional o que queremos na segurança pública. Eu acho que precisamos de penas mais severas para quem mata PM", disse Pezão.

O governador disse que está se reunindo com a Secretaria de Segurança para tomar providência quanto aos ataques e a orientação é de que o reforço de policiais nas ruas continue. Pezão também disse que a falta de contingente na Polícia Militar será suprida por meio de concursos para aumentar o número de agentes do órgão. De acordo com o governador, foi realizado um concurso recente para mais de seis mil policiais e nas próximas semanas se formam mais 1.600. O número de PMs,  atualmente, é  39 mil, mas o governador disse que seu objetivo é chegar a 60 mil.

De acordo com dados da Polícia Militar do Rio de Janeiro, até o dia 26 de novembro, 16 policiais foram mortos em confrontos, um em serviço e 85 de folga, totalizando 102 PMs assassinados no estado este ano.