08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: chance única!

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 5 min

Em 1999, o então Tilibra/Copimax ‘bateu no aro’ e caiu diante do Vasco da Gama na final da antiga Copa dos Campeões Sul-Americanos de Clubes. Depois, Bauru ainda seria terceiro colocado no Campeonato Sul-Americano de 2002, no Chile, e novamente medalha de bronze na Liga Sul-Americana do ano passado.

Agora, o basquete masculino bauruense tem, enfim, a chance de ser pela primeira vez campeão de uma competição internacional. A partir das 21h30 de hoje, no Ginásio Panela de Pressão, o Paschoalotto/Bauru encara o Mogi das Cruzes, em partida única. Quem vencer, fatura o título da Liga Sul-Americana, e de quebra ainda garante vaga na próxima edição do torneio, em 2015, e na Liga das Américas, a ‘Libertadores do basquete’, que começa no fim de janeiro. É a chance também do Dragão fazer história no esporte da cidade, sendo a primeira equipe a conquistar um título internacional em modalidades coletivas.

Invicto

Se for campeão diante da torcida nesta noite, Bauru o fará de maneira invicta, pois venceu os sete jogos que fez até agora (três na primeira fase, três na segunda e a semifinal diante do Malvin). Do outro lado, os mogianos venceram cinco e perderam duas vezes na Sul-Americana, e eliminaram o Boca Juniors na semi.

“Na semifinal contra o Malvin, traçamos um plano de jogo e seguimos à risca, conseguimos tirar o volume de jogo do adversário. Agora na final, para nós não tem essa de invicto ou favorito. E quem acompanha sabe que todas as partidas com o Mogi são disputadíssimas, decididas na última bola, e eles (Mogi) conhecem bem a nossa equipe. Agora é continuar com foco”, cita o técnico Guerrinha, que tem todo o elenco à disposição. “E é bom ter uma final brasileira, valoriza o momento da modalidade no País. Temos a vantagem de estar em casa, mas Mogi é aguerrido e, se deixar, eles gostam do jogo”, reforça.

Experiência

O ala Alex Garcia chegou a Bauru como um dos grandes reforços da temporada. Bicampeão da Liga Sul-Americana com o Brasília (2010 e 2013), aos 34 anos ele tem a tarefa de liderar o time em quadra. “Soubemos conter bem o Malvin (na semifinal) e trabalhamos bem na defesa e garrafão. Para a final, temos que trabalhar forte e melhorar alguns pontos na defesa e ataque”, cita o atleta, também campeão da Liga das Américas em 2009 pelo Brasília, sendo ainda o MVP daquela edição.

Outro jogador que tem o título sul-americano no currículo é Jefferson, campeão em 2009 pelo Flamengo. “Temos que entrar focados e concentrados, sabendo o que precisamos fazer no jogo”, menciona.

Ingressos

Os bilhetes restantes para a final de hoje serão vendidos das 8h às 18h, ou até se esgotarem, na Paschoalotto Serviços Financeiros (Rua Durval Guedes de Azevedo, 2-144, perto do Bauru Shopping). Se restarem ingressos, a bilheteria da Panela abrirá às 19h.


Pivô Murilo pode ampliar recorde

Jogador que mais vezes conquistou títulos na era profissional do basquete bauruense, o pivô Murilo Becker pode ampliar o próprio recorde. Campeão do Brasileiro de 2002 e dos Paulistas de 2013 (quando foi MVP) e deste ano, o atleta tem a chance de chegar ao quarto troféu. “Fico feliz em estar na história do basquete de Bauru como jogador com mais títulos depois de vencer o Paulista. Eu quero muito dar uma volta por cima após essa lesão no joelho esquerdo que tive no começo da temporada”, disse. Murilo voltou ao time há cinco dias, após dois meses fora.

“Eu gostaria de encerrar a carreira em Bauru. Minha família gosta daqui, e quero ajudar o clube a conquistar mais títulos”, destaca. Sobre os três campeonatos já conquistados, ele lembra as diferenças. “Em 2002 tinha acabado de chegar do Rio Grande do Sul, mas consegui aproveitar as chances. Já o Paulista de 2013 eu consegui ir bem, entre os destaques da equipe”, frisa. Entre os atletas que podem chegar hoje a três títulos pelo Dragão estão Larry Taylor, Ricardo Fischer, Mathias e Gui Deodato.


Mogi joga favoritismo para o time bauruense

Ainda no intervalo do jogo entre Bauru e Malvin, o técnico Paco Garcia, do Mogi, já colocava o favoritismo da final no colo bauruense. “Para nós chegar a uma final já é um sonho, nosso time não tem quatro anos de vida. Se Bauru jogar como jogou com o Malvin, não temos chances. Primeiro temos que torcer para que Bauru não esteja em um bom dia, e aí tentar levar o jogo de forma equilibrada, tentando conquistar a partida aos poucos”, explica.

O ala Shamell, grande protagonista do Mogi na semifinal com o Boca (cestinha com 29 pontos), diz o que a equipe tentará fazer hoje. “Agora temos que esquecer a vitória sobre o Boca. Eu fui para Mogi tentando fazer história, e é isso que vamos buscar”, lembra o atleta, campeão da Liga das Américas pelo Pinheiros, em 2012.


Boca Juniors e Malvin duelam pelo bronze

Na preliminar, às 19h15, Boca Juniors (Argentina) e Malvin (Uruguai) jogarão pelo terceiro lugar, também no Ginásio Panela de Pressão. O Boca conta com o ala/pivô Fabian Barrios, ex-jogador do Bauru na temporada passada, sendo decisivo na final do Estadual contra o Paulistano, em 2013.

“Não conseguimos fechar o jogo passado (semifinal), mas estou feliz pelo caráter da nossa equipe. É sempre bom voltar aqui ao ginásio (Panela), sempre fui muito bem tratado, e Bauru estará sempre em meu coração”, comentou o argentino, que no ano passado já foi terceiro colocado da Liga Sul-Americana defendendo o Dragão, curiosamente derrotando o Boca Juniors na disputa do bronze.

Aceituno Jr.

A Torcida Fúria fará um belo espetáculo hoje na arquibancada da Panela de Pressão