O trágico e o bizarro aconteceu em Curitiba, em frente à Polícia Federal, na operação Lava Jato, pela prisão dos envolvidos, e que depois de presos prestam depoimentos junto ao Ministério Público Federal, que apura os desvios e as propinas pagas nas obras superfaturadas da Petrobras, com a delação premiada do Paulo Roberto e o doleiro Yousseff. A movimentação foi grande.
Pudemos ver o dia em que várias das esposas dos presos foram fazer a visita e foram abordadas pelos jornalistas que queriam saber o que achavam da situação. Duas delas os chamaram de urubus fracassados. O bizarro foi que ao chegarem à sede da PF, vieram muitas delas de lenços, chapéus e enormes óculos escuros cobrindo os rostos, para não serem identificadas como esposas dos presos que praticaram a corrupção. Se tivesse um atelier de aluguel de Burcas na frente da PF, teriam sido alugado todas elas, porque a movimentação foi grande...
O que vimos nas informações foi a importância da imprensa escrita e televisada, na sua nobre missão de informar da movimentação dos acusados das fraudes junto à Petrobras, onde o Ministério Público Federal tem também dado sua grande contribuição, para passarem a limpo as propinas e os desvios de todos envolvidos no caso.
Jose Pedro Naisser