W.F.A., de 36 anos, assinou nesta segunda-feira (1) com o Ministério Público do Trabalho de Bauru um Acordo de Ajustamento de Conduta para corrigir as irregularidades encontradas pelo órgão de fiscalização durante a Operação “Brasa Acesa” na carvoaria de propriedade dele, na quarta-feira (26), na zona rural de Bastos.
Ele foi preso em flagrante por manter trabalhadores em situação análogo à de escravos e encaminhado para a Penitenciária de Marília, mas foi libertado no final de semana e responderá o processo em liberdade. W.F.A. terá que fazer a rescisão dos dois trabalhadores sem registro em carteira (cada um o custo será de R$ 3,5 mil) e cumprir 23 obrigações.
Na carvoaria foram constatadas diversas irregularidades: trabalhadores não tinham carteira assinada e ainda eram obrigados a fazer as necessidades fisiológicas no meio do mato, pois não havia banheiros no local. A ausência de refeitórios e também de equipamentos de proteção para os funcionários foram outros agravantes. Os colaboradores trabalhavam com chinelos, aumentando o risco de acidentes.
O dono da carvoaria W.F.A. assumiu as irregularidades que configuraram o trabalho escravo.
A Justiça concordou em colocá-lo em liberdade, mas suspendeu as atividades da empresa até serem regularizadas as pendências trabalhistas. Foi a segunda prisão neste ano por trabalho análogo ao de escravo na região. A primeira ocorreu, em setembro, em um sítio na divisa de Bauru com Arealva.