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Prefeitura de Promissão/Divulgação |
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Chuva forte causou enchente em casas e Corpo de Bombeiros recebeu 4 chamados para atender moradores da avenida Esplanada |
O longo período de estiagem que assola todo o Estado de São Paulo já reflete suas consequências. Entre o meio da tarde e o início da noite de anteontem, duas cidades da região de Bauru foram atingidas por forte chuva, que causou estragos e transtornos.
Em Promissão (120 quilômetros de Bauru), menos de 20 minutos de temporal foram suficientes para registro de alagamentos em cinco pontos do município, que declarou estado de calamidade pública.
Já em Uru (91 quilômetros de Bauru), sete pontes caíram e moradores do bairro Água Quente ficaram isolados do resto da cidade. No Distrito de Pradinia não choveu, porém, um córrego que corta a cidade transbordou e seis casas foram invadidas pela água.
Promissão
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Promissão, choveu 52 milímetros na cidade no domingo. A Defesa Civil, contudo, não precisou ser acionada. Já o Corpo de Bombeiros atendeu quatro chamados na avenida Esplanada, bairro Vila Velha, e um pedido de auxílio na rua Roque Francisco da Cunha, Residencial Vila Velha. Ambos devido a enchentes que atingiram as casas.
Parte do muro do Clube de Rodeio Acácias, que fica no Jardim Santa Paula, cedeu devido à forte enxurrada. Ainda de acordo com a assessoria do Executivo, equipes realizavam ontem serviços de limpezas em galerias pluviais do município.
Uru
A chuva em Uru começou por volta das 18h e durou pouco mais de uma hora, registrando precipitação de 200 milímetros. Foi o bastante para causar muitos estragos. De acordo com a chefe de Gabinete da prefeitura, Daniela Ribeiro, sete pontes de madeira que ligam o Centro da cidade à zona rural caíram. A maior delas dá acesso ao bairro Água Quente e os moradores ficaram praticamente isolados.
“A prefeitura está improvisando pinguelas para que as pessoas possam atravessar de um lado para o outro do buraco”, disse Ribeiro, e acrescentou que diversas árvores em pontos distintos da cidade também caíram, além de ter áreas com risco de desmoronamento.
O Chefe do Gabinete em Uru, Daniela Ribeiro, explicou que o Córrego de Uru, que corta a cidade e deságua no Rio Tietê, transbordou e causou prejuízo em locais que nem sequer choveu anteontem.
“No Distrito de Pradinia não caiu uma gota d’água, mas o córrego também passa por lá e a água invadiu seis casas. Moradores disseram que estavam jantando e, de repente, se depararam com a situação. Muitos perderam móveis e eletroeletrônicos”, lamentou.
Calamidade pública
O prefeito de Uru, Benedito José Ribeiro (PSDB), ainda não calculou o valor do prejuízo do temporal de domingo, mas adiantou que não tem dinheiro em cofre para arcar com os danos e declarou estado de calamidade pública, segundo informou a chefe do Gabinete, Daniela Ribeiro.
“Amanhã (hoje), inclusive, ele (prefeito) vai a São Paulo pedir verba ao governador Geraldo Alckmin, pois foram vários estragos, principalmente em relação à queda da pontes”, concluiu Ribeiro.
A obra para reconstruir a ponte que liga a região central da cidade ao bairro Água Quente deve durar em torno de seis meses, caso o município consiga a liberação de verba do Estado.