Pior que a falta d?água... só a transferência de responsabilidade pela mesma.
Nosso prefeito, Rodrigo Agostinho, enviou à Câmara um projeto de lei que imporá multas aos que desperdiçam água em nossa cidade. Em outras palavras, segundo nosso prefeito, as pessoas responsáveis por desperdiçar água são culpadas pela escassez da mesma, e como tal devem ser penalizadas com multa de 50% do valor da conta d?água.
Ora, que tal enviarmos à Câmara um projeto de lei, através da iniciativa popular, que pretende impor multa de 50% dos vencimentos do executivo por cada repasse de responsabilidade que nosso prefeito faz? É, certamente o prefeito ficaria sem salário. Governar repassando responsabilidades é assinar o atestado de incompetência ao gerir a administração pública.
Falta de planejamento e sobra má aplicação dos recursos financeiros, que agora recai sobre os ombros dos bauruenses. Leviano seria isentar cidadãos e cidadãs da culpa que possuem ao desperdiçarem água. No entanto, ainda mais leviano seria isentar o Executivo da culpa que ele tem ao corroborar com a situação caótica vivida em nossa cidade nos últimos dias.
Como se não bastasse, além dessa auto-isenção do Executivo ao enviar tal projeto de lei à Câmara, existe uma autarquia chamada DAE. Ela mal consegue dar conta dos vazamentos na rede de água da. Mal consegue fazer a manutenção das galerias pluviais. Quando faz a manutenção/reparo, dias depois os vazamentos voltam a ocorrer.
Aí, prefeito, eu te pergunto: "De que adianta as pessoas se conscientizarem acerca do bom uso da água, enquanto litros e mais litros de água potável jorram incessantemente pelos canos podres de nossa cidade?".
Por fim, perdoem-me, caros leitores, por baixar o tom da crítica e encerrar este artigo dizendo: na administração Rodrigo Agostinho é o capim comendo a vaca e o rabo abanando o cachorro.
Rafael Aguiar