08 de julho de 2026
Regional

Dengue cresce e prefeitura "se mexe"

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

Piscina pública abandonada

O aumento nos casos de dengue confirmados neste ano em Avaí está deixando a população assustada. Um vereador aponta a falta de estrutura na Saúde para combater o avanço da doença e denuncia existência de potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti até mesmo em locais públicos. A prefeitura informou que dará início hoje a um mutirão de limpeza para recolher materiais que possam acumular água.

De janeiro até agora, pelo menos 38 pessoas foram diagnosticadas com dengue em Avaí. A falta de políticas públicas para combater a proliferação da doença foi criticada pelo vereador Cícero da Silva (PT) na última sessão da Câmara, realizada no final de novembro.

Segundo ele, o município possui dois funcionários – número que ele considera insuficiente – para fazer o trabalho de bloqueio e controle de criadouros. “Recentemente, até a esposa de um vereador teve dengue, mas ela foi internada num hospital particular de Bauru”, conta.

O parlamentar revela que a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) ofereceu treinamento para servidores, mas a prefeitura não conseguiu reunir o número suficiente de interessados. De acordo com ele, até os imóveis públicos representam risco aos moradores. “Tem duas piscinas municipais abandonadas em frente ao Centro de Saúde, nos fundos do Ginásio de Esportes, que estão acumulando água parada”, denuncia. As piscinas ficam na região central e estão desativadas há dez anos. “Minha sugestão é que elas sejam aterradas”, diz.

O vereador alega que, como o prefeito Celso Roberto de Faveri (PTB) não responde seus requerimentos, irá recorrer ao Ministério Público (MP) para cobrar providências em relação ao aumento dos casos de dengue na cidade.

O diretor de Saúde de Avaí, Caio Galante, confirma os 38 casos de dengue e a dificuldade que a prefeitura enfrenta para combater o avanço da doença com apenas dois agentes de controle de vetores. Segundo ele, apesar do empenho da Sucen em treinar uma equipe de dez servidores para fazer o trabalho de controle de criadouros e pulverização, muitos desistiram no meio do curso.

O diretor revela que, ontem, os dois agentes foram convocados para coordenar mutirão de limpeza, que deverá começar hoje. “Nesse mutirão, vai ser utilizada frota da prefeitura, com participação de funcionários braçais. Eles irão recolher materiais que possam estar acumulando água parada”.


Limpeza e orientação

Após o mutirão, novos servidores serão treinados pela Sucen para combater a dengue. De acordo com Caio Galante, além de eliminar criadouros do Aedes aegypti, a ação tem caráter educativo. “Vai ser passada orientação para a população de que, assim que for feito o treinamento pela Sucen, os funcionários irão retornar para fazer o bloqueio dos criadouros de casa em casa e, na sequência, a pulverização”, explica. Ele alega que, no caso das piscinas municipais, a drenagem da água é feita sempre depois que chove. “Está sendo discutida com o prefeito a possibilidade de aterramento”, diz.