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Fernando Pegorin orienta sobre como alugar |
Confraternizações de amigos, familiares e reuniões de empresas garantem a ocupação de chácaras e ranchos na região de Bauru. Locações temporárias feitas diretamente entre o proprietário do imóvel e o interessado exige cuidados do que um contrato simples entre as partes pode garantir a tranquilidade.
O diretor da regional do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais (Secovi) de Bauru, Fernando Pegorin, orienta os locatários a evitar ‘dores de cabeça’ com esse aluguel. “Este é o tipo de imóvel que as locações acontecem de forma direta sem transitar pelas imobiliárias. É muito semelhante ao aluguel de casa de praia, nas temporadas.”
Ele recomenda que, antes de fechar a locação, o interessado conheça o imóvel pessoalmente. “É importante conhecer o imóvel antes de alugar. Muitas vezes a pessoa divulga uma coisa. Vendo pela Internet parece muito bonito, muito bem cuidado, confortável, mas in loco é bastante diferente.”
A localização da propriedade rural ou rancho é um item que o locatário deve prestar muita atenção. “Propriedades muito isoladas é preocupante. Percebemos que a criminalidade não está perdoando nem mesmo o campo”. Saber se há sinal de celular é também uma garantia de segurança.
Relacionar todos os itens que compõem o imóvel e o estado de conservação de cada um é uma maneira de não pagar pelo que já estava quebrado. Os eletrodomésticos como liquidificador por exemplo precisam ser testados. “Para não ter surpresas no término da locação, o ideal é ter a relação dos objetos e o estado em que eles foram encontrados na data inicial. Desta maneira o locatário não terá que repor aquilo que já estava quebrado.”
Se o local tiver piscina é bom saber quem vai mantê-la limpa, cuidada, caso a locação seja por mais de um final de semana. “Quem fará a limpeza do imóvel ao término da locação e se há taxa de limpeza? são questões importantes”.
Outra observação que deve ser feita pelas pessoas interessadas é não fazer o pagamento total no ato da locação. “É bom dar um sinal e o restante ser pago na entrega das chaves. É bom perguntar quem vai receber? Se o pagamento será feito no local e quem vai conferir os itens do imóvel tanto na entrada como na saída.”
Cidades chegam a dobrar a população no final do ano
Algumas cidades da região de Bauru chegam a dobrar a população no final do ano. São parentes e amigos de moradores que chegam de todas as partes do Brasil para se confraternizar. Empresas e famílias de cidades maiores também buscam locais onde se reunir. A busca passa infalivelmente pelos sites de chácaras, áreas de lazer e ranchos.
Na cidade de Arealva (41 quilômetros de Bauru), por exemplo, tem cerca de 400 ranchos à beira do Rio Tietê. Todos os anos, esses imóveis atraem uma população flutuante semelhante aos 8.900 habitantes, informa o encarregado da prefeitura, Euclides Lombo Bom.
“No bairro Marilândia tem muitos ranchos e no Eldorado também. Acredito que aqui tenha uma média de 400 ranchos. Nem todos são alugados, porém há aqueles que são ocupados pelos familiares dos proprietários. Vem muita gente da Capital. Eles aproveitam o período de festa para visitar os familiares.”
Para receber os visitantes, a prefeitura recupera as estradas de terra, antes da ‘temporada’ começar. “Costumamos preparar as estradas antes, todas de terra. São acessos aos ranchos e propriedades rurais.”
O número maior de pessoas circulando pelas ruas da cidade é sinônimo de mais lixo coletado. “Para acompanhar esse ritmo, a prefeitura passa a coletar lixo todos os dias. A limpeza da praia que é feita diariamente coleta mais lixo.”
Ele frisa que, durante os demais meses do ano, a coleta de lixo é feita três vezes por semana nos bairros maiores e dois dias por semana, nos menores. No mês de dezembro, todos os dias, menos no domingo. “Já a limpeza das ruas passa a ser diária, afinal é importante manter a cidade limpa para acolher os visitantes. Os serviços de saúde também dobram os atendimentos,” diz.