11 de julho de 2026
Meio Ambiente

SOS Mata Atlântica fará ato contra projeto de lei que agrava crise da água

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza nesta terça-feira (9) protesto conta o projeto de lei que regulariza o desmatamento e diminui as Áreas de Preservação Permanente (APPs), como as matas ciliares, deixando ainda mais crítica a situação dos mananciais e bacias hidrográficas de São Paulo.

Quase 1.500 pessoas já confirmaram presença pelo Facebook no evento "Sem Floresta não tem Água em São Paulo", que acontece às 10h no Monumento às Bandeiras, em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo.

O objetivo da manifestação é alertar aos deputados estaduais para que não votem o projeto, que está em regime de urgência na Casa. De acordo com a fundação, o projeto pode ser votado ainda nesta terça.

Na página do evento no Facebook, os organizadores afirmam que o "projeto de lei é um enorme retrocesso para o Estado de São Paulo e agrava a crise da água, pois diminui a proteção e a recuperação das áreas de preservação permanente, essenciais para os mananciais, rios e nascentes. Sem floresta não há água".

Crise da água

Sem chuva, os reservatórios de São Paulo voltaram a registrar queda nesta segunda (8). O sistema Cantareira, por exemplo, opera pela primeira vez com índice abaixo dos 8% após ter começado, em novembro, a usar a segunda cota do volume morto. Nesta segunda, o nível do reservatório é de 7,8%. No domingo (7), era de 8%.

O mesmo acontece no sistema Alto Tietê, que opera com índices críticos. Nesta segunda, o nível era de apenas 4,7%. Já o Guarapiranga tem 31,8%.

O governo do Estado afirma que a Sabesp tem enfrentado a crise da água não só com obras, mas com a conscientização da população para o uso racional da água e com ações de redução de perdas entre sistemas, o que permitiu reduzir em quase 50% o volume retirado do Cantareira.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz que nunca faltou transparência por parte do governo no trato da crise e que, em 27 de janeiro, a Sabesp iniciou campanha alertando para o problema.