Após defender o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, das acusações de envolvimento no cartel de trens de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu, pela primeira vez, que deve trocar o comando da empresa.
“(A substituição) é provável”, disse ontem durante a inauguração da reforma do obelisco, monumento em homenagem aos soldados da Revolução Constitucionalista de 1932, na região do parque Ibirapuera.
Bandeira foi indiciado pela Polícia Federal, na última quinta-feira, no inquérito que investigou esquema de fraude em licitações de trens entre 1998 e 2008, durante governos estaduais do PSDB. O diretor de operações da CPTM, José Luiz Lavorente, também foi citado. “O doutor Mário Bandeira tem 41 anos de serviço público, é uma pessoa extremamente respeitada”, disse o governador no sábado.
Segundo Alckmin, a substituição deve ocorrer após a conclusão das definições sobre a reforma do secretariado, prevista para a segunda metade do mês.
Alckmin atribuiu a troca na presidência da CPTM à renovação do mandato.