Um escritório de advocacia norte-americano entrou com ação coletiva contra a empresa em um tribunal de Nova York, em nome de uma multidão de acionistas. Eles se sentiram lesados ao comprar ações da petrolífera, pois foram enganados ao não terem sido alertados sobre a existência do esquema multibilionário de corrupção, suborno e lavagem de dinheiro, existente há anos na empresa, além dela ter inflado falsamente o valor do seu patrimônio para tornar mais atraente essa compra, por conta de um exagerado superfaturamento em tudo o que comprava e contratava.
Lá, em português popular, o buraco é mais embaixo. Não há tribunais aparelhados politicamente e tudo indica que a pena será exemplar, atingindo inclusive intocáveis brasileiros que tiveram responsabilidade no que ocorreu. Se alguém tiver alguma dúvida se dá para conversar com o juiz, pergunte ao Maluf. Ele sabe bem como a Justiça de lá funciona.
Ronaldo Gomes Ferraz