O atacante bauruense Chico, 21 anos, viveu neste ano seu melhor momento neste início de carreira, integrando o elenco do Joinville que foi campeão brasileiro da Série B em novembro, conquistando ainda o acesso para a elite nacional. Revelado pelo Noroeste, onde jogou por dois anos na categoria sub-15, ele foi para o Santo André ainda no sub-17, depois para o Desportivo Brasil, até chegar ao Palmeiras, com vínculo até o final de 2015.
Chico foi emprestado ao Santo André no começo do ano, e depois voltou para o Verdão, saindo novamente por empréstimo, desta vez para o Joinville. Foram pouco mais de seis meses no clube catarinense, que terminou a Série B do Campeonato Brasileiro em primeiro lugar. “O Joinville se estruturou muito e vem se preparando há vários anos para chegar a Série A do Brasileiro”, explica o jogador, que passa férias em Bauru ao lado da família.
O título do Joinville mostra a força de Santa Catarina no cenário atual do futebol brasileiro. O Avaí também foi promovido para a elite, onde já estavam o Figueirense e o Chapecoense. Será o segundo Estado com mais clubes no Brasileirão de 2015, atrás apenas de São Paulo, que tem cinco times. “E Santa Catarina poderia ter o mesmo número, se o Criciúma não tivesse caído. O futebol catarinense está forte e adotou uma gestão diferente, as cidades se envolvem com os times. Em Joinville, por exemplo, tínhamos estádio lotado na maioria dos jogos, e apoio das empresas, investidores, prefeitura. Os salários sempre pagos em dia. Os times se prepararam para chegar à elite do País”, frisa.
Retorno
Francisco Manoel Marino Clavero era conhecido apenas como Fran nos tempos de Noroeste, entre 2008 e 2009. Depois, passou a ser chamado pelo nome, Francisco, no Santo André, onde definitivamente ganhou o apelido de Chico. No Palmeiras, chegou a ser relacionado para vários jogos no começo do Brasileirão deste ano.
Apesar da dificuldade enfrentada pelo Verdão, o bauruense comenta que o clima de trabalho era bom – ele estava lá quando o treinador era Gilson Kleina, pegando o começo do trabalho do argentino Ricardo Gareca. “A gente sabia que a pressão seria grande. O Palmeiras tem uma das maiores torcidas do País, é o ano do Centenário também. Mas internamente o grupo tinha bom relacionamento, não houve nenhuma briga entre os jogadores ou algum atrito”, relata.
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Malavolta Jr. |
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Clavero (à esq.) e Chico no campo do ‘Bate Bola’. Norusca foi o primeiro time de Chico, que atua na mesma posição do pai |
Sobre a volta após seis meses no Sul, Chico explica que se reapresenta em janeiro, ainda sem data definida, possivelmente antes do dia 10, pois o Paulistão começa em fevereiro.
O Verdão liberou o técnico Dorival Júnior, e ontem acertou com Oswaldo de Oliveira. O elenco também deve passar por reformulação, e um dos nomes ventilados para chegar ao Palestra Itália é o do atacante Fred, que estava no Fluminense e jogou duas Copas do Mundo (2006 e 2014). Apesar de ser apenas uma especulação, ter o artilheiro do Brasileirão no Palmeiras anima Chico. “Seria certamente uma grande contratação para qualquer clube”, afirma o bauruense, que também é atacante, porém atua mais pelos lados.
Oswaldo de Oliveira assume o Verdão
O Palmeiras tem novo técnico: o clube fechou ontem à tarde a contratação de Oswaldo de Oliveira. O comandante chega em São Paulo na terça-feira (16) para assinar contrato e ser apresentado oficialmente. O vínculo do técnico com o clube será válido até o fim de 2015 e seu salário deve ficar na casa dos R$ 350 mil, mais bônus por resultados.
O treinador é a primeira indicação de Alexandre Mattos, novo diretor de futebol palmeirense, que assume o posto em janeiro. Oswaldo substitui Dorival Júnior, demitido na semana passada, um dia após o Palmeiras se livrar do rebaixamento. Ao assumir o Verdão, Oswaldo terá em seu currículo passagens pelos quatro grandes clubes do Rio e pelos quatro grandes de São Paulo.
‘Em todo lugar que vou só me perguntam do Noroeste’
O pai de Chico, Sérgio Clavero, foi jogador do Esporte Clube Noroeste em 1992 e 1993, disputando duas edições do Paulistão pelo Alvirrubro, atuando na mesma posição em que o filho joga hoje, aberto pela direita. Após encerrar a carreira, no ano seguinte, fixou residência em Bauru, atuando desde então como professor da escolinha de futebol do ‘Bate Bola’.
Clavero ainda voltou ao Norusca em duas oportunidades, em 2010, e depois de 2011 a 2013, para comandar as equipes de base – foi treinador do sub-15, do sub-17 e do sub-20, porém não chegou a treinar Chico no Noroeste, mas antes, na escolinha. “Meu pai sempre foi um espelho mesmo, sempre me orientou. Devo muito do que aprendi a ele”, comenta Chico.
Clavero, inclusive, segue trabalhando no futebol. “Estou com a escolinha Talento Inicial/Bate Bola, e neste ano um jogador revelado aqui, o goleiro Matheus Grijo, foi campeão paulista sub-15 com o São Paulo. Saí do Noroeste no ano passado, mas sigo no futebol”, pontua o ex-atleta, que passou quase metade da vida no Brasil – 25 de 52 anos de idade.
A situação atual do Norusca entristece Chico, que ficou dois anos na base alvirrubra. “Eu sou bauruense e meu primeiro clube, depois de sair da escolinha, foi o Noroeste. E em qualquer lugar que eu vou no Brasil, ao saber que eu sou de Bauru, sempre perguntam do clube, e é difícil você responder que está na Quarta Divisão, a última do Paulista. Muita gente criticava a administração anterior (do presidente Damião Garcia), mas ele mantinha o clube em ordem, pagava em dia”, recorda o jogador.