09 de julho de 2026
Nacional

Artistas idosos ganham moradia em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Fabio Arantes/ Secom/ PMSP

O “Palacete dos Artistas” nome do condomínio fica na avenida São João, a poucos metros da esquina com a avenida Ipiranga

A Prefeitura de São Paulo entregou anteontem um conjunto habitacional para artistas idosos no centro da cidade. O prédio, construído em 1910, abrigava o antigo Hotel Cineasta e foi totalmente reformulado. Na inauguração, que teve show e performances, artistas fizeram uma pequena exposição com cartazes de peças e shows antigos. 

 

O “Palacete dos Artistas” nome do condomínio fica na avenida São João, a poucos metros da esquina com a avenida Ipiranga. Tem 50 apartamentos, de 40 m¦, destinados a artistas com mais de 60 anos e que tenham renda mensal de até três salários mínimos. 

 

O “retrofit” do edifício começou em 2012, último ano de gestão do então prefeito Gilberto Kassab (PSD). Todo o projeto, segundo a prefeitura, custou R$ 8,2 milhões. A verba veio do governo federal, por meio de um programa especial para habitação social. 

 

Para morar nos apartamentos, os artistas pagarão um “aluguel social” o valor será de 10% a 12% da renda mensal de cada um. Os apartamentos continuam sendo da prefeitura, mas as famílias têm a garantia de permanência por tempo indeterminado. Na prática, os imóveis só mudarão de mãos em caso de morte do morador original. A cada quatro anos, o contrato com a prefeitura será renovado. 

 

“A profissão de artista é muito instável financeiramente. Uma hora temos dinheiro, outra, não”, diz Sérgio Luiz de Campos, nome de batismo do ator de teatro Sérgio Buck, 66 anos. Ele pagava R$ 1.500,00 para viver num apartamento na Bela Vista. 

 

“Meu apartamento é maravilhoso, o mais bonito”, diz a atriz Vic Militello, 72 anos, que recebeu as chaves de sua nova moradia das mãos do prefeito Fernando Haddad (PT). Na próxima semana, ela sairá da casa onde vive atualmente com a filha, no Rio Pequeno (zona oeste), para morar no Palacete. 

 

Vic tem mais de 60 anos de carreira: fez rádio e fotonovelas, teatro, circo. Trabalhou também na televisão, como na novela “Estúpido Cupido”, da TV Globo, nos anos 70. 

 

“Minha intenção é ficar no centro, dar aulas, oficinas para quem está começando a atuar. Sei que ainda aposso ser útil”, diz.