O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e sua política de estímulos econômicos saíram fortalecidos da eleição de ontem. A coalizão governista, formada pelo partido de Abe, o Liberal Democrata (PLD), e pela legenda budista Komeito, conquistou mais de dois terços das 475 cadeiras da Câmara dos Deputados, segundo a TV estatal NHK. Até o fechamento desta edição, os resultados finais não haviam sido divulgados. Mas o baixo comparecimento às urnas apontou para uma ampla insatisfação com o desempenho do premiê.
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Antônio Cruz/Agência Brasil |
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Shinzo Abe em visita ao Brasil neste ano. Primeiro-ministro japonês foi reeleito neste domingo |
A maior sigla de oposição, o Partido Democrático do Japão - que deixou o governo em 2012, após o acidente nuclear de Fukushima - conseguiu 73 cadeiras, mais do que as 62 da última eleição.
O pleito foi convocado por Abe em novembro. Eleito em 2012, ele decidiu antecipar a eleição (que seria necessária apenas em 2016) em uma tentativa de angariar apoio político para sua administração.
Com a ampla maioria conquistada ontem, o primeiro-ministro afirmou que sua prioridade será a recuperação da economia.
Apelidada de “Abenomics”, a política econômica de Abe está sendo posta à prova neste momento. Apesar do aumento dos gastos públicos, a economia entrou em recessão técnica e a deflação (perda de valor dos ativos) voltou em outubro.
“Os eleitores aprovaram os dois anos de nossas políticas ‘Abenomics’”, afirmou ontem. “Mas isso não significa que nós podemos ser complacentes.”