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Polícia Civil/Divulgação |
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Na operação, foram apreendidos artefatos e grande número de armas, inclusive de grosso calibre |
R$ 290 mil. Este é o montante levado pela quadrilha que aterrorizou Bauru com ataques a três caixas eletrônicos em dois supermercados, nos últimos dias. O valor foi divulgado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Central de Polícia Judiciária (CPJ), após a prisão dos oito acusados de integrarem o bando, anteontem.
O dinheiro recolhido, segundo apontam as investigações, seria utilizado para capitalizar o tráfico de drogas. Do montante levado, R$ 100 mil de dois caixas em um supermercado no Jardim Contorno, no dia 29 de novembro, e R$ 190 mil de um caixa em um supermercado no Jardim Redentor, no dia 11 de dezembro, a polícia acredita ter recuperado R$ 5.800,00. A quantia foi flagrada, em notas de R$ 20,00, com a esposa de um dos integrantes do grupo, nesta semana. A mulher também foi presa.
Crime organizado
A Polícia Civil não descarta que a quadrilha em questão tenha ligações com o crime organizado na Capital. “A estrutura desse bando se baseia na capitalização de valores justamente para movimentar o tráfico. E o crime organizado procura essa facilidade dos caixas eletrônicos, pra depois aplicar o dinheiro na venda de drogas”, afirma o delegado Clédson Luiz do Nascimento.
Conforme o JC divulgou na edição de ontem, o delegado responsável pelo caso, Kléber Granja, afirmou que há evidências de que as ações tenham decorrido de uma dívida de drogas entre dois integrantes do grupo, que são moradores de Bauru: o empresário Marcelo Antônio Brun, de 44 anos, proprietário de uma casa noturna que funciona em chácara no Jardim Tangarás, e Éberton Moreira dos Santos, de 33 anos. Ambos presos há cerca de uma semana, antes do grupo praticar a segunda ação.
“Para arcar com essa dívida, o Éberton trouxe essas pessoas que ele tinha contato na Capital. Eles vieram munidos informações privilegiadas e de logística para cometer os crimes”, reforça Clédson.
Com a prisão, a polícia se debruça nas imagens das câmeras de segurança dos estabelecimentos e em outras pistas para descobrir se há mais integrantes do bando.
Carros roubados
A quadrilha que explodia caixas usou ao menos seis veículos roubados e com placas ‘frias’ enquanto esteve por Bauru. A informação foi confirmada ontem pela Polícia Civil, após levantamento.
Ao todo, foram apreendidos um Jetta 2012 prata, com placa FEH-6801, de São Paulo, um Pegeout 207, com placas de Marilia (a numeração não foi informada), um Fiat Uno com placa NEQ-9480, de São Paulo e uma Pajero, com placa EEQ-8000, de São Paulo, que ainda estava sob investigação, ontem, para saber se é ou não produto de roubo.
“No Jetta, encontramos, inclusive, um estojo com cápsulas do fuzil utilizado para atirar contra os policiais militares durante o ataque ao supermercado Panelão”, comenta Kléber Granja.
Ao longo das investigações, uma caminhonete S-10, de placa não informada, também já havia sido apreendida e teve o roubo constatado, assim como ocorreu com um veículo Sentra, que foi queimado pelo grupo após o primeiro ataque.