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Aceituno Jr. |
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Ala/armador Larry Taylor foi um dos destaques da partida ontem com 15 pontos e cinco rebotes |
O Paschoalotto/Bauru não teve facilidade, mas venceu o Palmeiras por 85 a 77 ontem à noite, no Ginásio Panela de Pressão, e manteve-se na vice-liderança do Novo Basquete Brasil (NBB) 2014/15, agora com oito vitórias em dez partidas. Foi o quinto triunfo consecutivo do Dragão no Nacional.
O time bauruense encerra o ano de 2014 enfrentando o Franca, amanhã, às 12h, fora de casa. Depois, o elenco ganhará alguns dias de folga para as festividades de Natal e Ano Novo, retornando aos treinos no dia 2 de janeiro. No começo de 2015, serão seis jogos seguidos fora de casa pelo NBB, voltando a atuar em Bauru apenas no dia 28 de janeiro.
Palmeiras bem
Bauru entrou em quadra desatento na defesa e permitiu que o Palmeiras abrisse vantagem, trabalhando bem no jogo interno com Toyloy e principalmente arriscando de forma precisa do perímetro, através de Fabrício, que estava inspirado. Gui e Murilo responderam para o Dragão, também em chutes de fora, mas foi o Alviverde quem fechou a primeira parcial na frente, 29 a 21.
No segundo quarto, Murilo e Hettsheimeir diminuíram a diferença com bolas de três, em seguida Gui cravou e Larry acertou outra de fora. Em chute de Alex Garcia, Bauru empatou pela primeira vez, 42 a 42, mas Stanic deixou o clube da Capital em vantagem de novo, indo para o intervalo com pequena diferença: 45 a 42.
Reação
A virada bauruense começou a ganhar forma no terceiro período, com jogadas inspiradas de Alex, preciso no ataque, e Larry, com roubadas de bola. O ‘Alienígena’ também calibrou a mão e fez cestas importantes, junto com Ricardo Fischer, Hettsheimeir e Jefferson, vencendo a parcial por 67 a 63.
Larry abriu a contagem do último quarto com chute de três. O jogo ficou truncado a partir daí, porém, Alex tratou de levantar de novo o bom público presente na Panela em chute de fora. Neto respondeu na mesma moeda para o Verdão, porém, Jefferson e Hettsheimeir trabalharam bem na zona pintada e finalizaram o placar para Bauru, 85 a 77.
Coletivo
O armador Larry Taylor destacou o bom jogo coletivo de Bauru. “O time todo tem se dedicado bastante e está jogando bem. Conseguimos trabalhar a bola e definir o jogo”, destacou o jogador, que terminou a partida com 15 pontos e cinco rebotes capturados. O técnico Guerrinha citou as falhas defensivas do começo do jogo. “Talvez a gente tenha entrado com os 60 pontos de vantagem da quarta-feira (na vitória contra o Pinheiros). O time é humano também. E defensivamente estávamos mal, não conseguimos cumprir o que era combinado. Depois que nos acertamos, aí o jogo fluiu melhor. O Palmeiras marcou zona o jogo todo, então tivemos que encontrar alternativas para sair da marcação e encaixar o ataque”, ressaltou.
Guerrinha disse ainda que chamou a atenção do ala Gui Deodato, após o jovem jogador reclamar em uma substituição. “Não é porque ele foi bem no jogo passado que pode fazer isso. Outros atletas que estão decidindo jogo sempre mantêm a humildade, e é isso que tem que ser feito. Já vamos conversar internamente com ele”, advertiu o treinador.
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Liga das Américas: Guerrinha minimiza efeitos da altitude
A definição dos grupos da Liga das Américas, anteontem, já altera os planos do Paschoalotto/Bauru para a sequência do NBB. Em janeiro, a carga de treinos pode ser modificada e a viagem para Tunja, na Colômbia, onde o Dragão atuará na primeira fase, no Grupo D, deve ocorrer com cinco dias de antecedência, visando adaptar o time à altitude de 2.800m da Cordilheira dos Andes.
O técnico Guerrinha analisou a composição das chaves. “Tecnicamente o Paulistano caiu em um grupo mais difícil. O São José deve usar o fator casa. No nosso grupo, nós, o Trotamundos (Venezuela) e o Capitanes de Arecibo (Porto Rico) temos essa dificuldade da altitude. Já definimos hoje (ontem) que após o jogo contra o Flamengo no dia 30 de janeiro, já seguimos no dia seguinte para a Colômbia, para ter cinco dias de treino lá na altitude”, ressaltou.
A rotina em janeiro também será alterada. “No mês que vem já vamos dar mais tempo na quadra para alguns jogadores, aqueles que entendemos que podem ser mais decisivos, para subir o nível de hemoglobina. A alimentação muda, alguns reforços de vitamina e em paralelo um trabalho com a equipe de preparação física e o pessoal da Unesp. Não podemos perder o foco no NBB, mas também preparando para a Liga das Américas”, mencionou. Os jogos do Bauru serão nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, e a chave conta com o time da casa, o Patriotas de Bayacá, Bauru, Trotamundos de Carabobo (Venzuela) e Capitanes de Arecibo (Porto Rico).
Sobre a escolha da FIBA Américas de uma cidade com essa altitude, o treinador bauruense minimiza. “Faz parte do campeonato, temos que encarar. É como no futebol, tem jogos da Libertadores da América e das Eliminatórias na altitude. É algo normal”, frisou.
Os dois primeiros de cada grupo avançam para a segunda fase, onde duas chaves de quatro times cada serão formadas. Os dois melhores de cada grupo vão para o Final Four, entre 13 e 14 de março.