09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A experiência do deserto


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Quantas vezes também nós passamos pela experiência do deserto, quando de repente, num certo momento da nossa existência, somos surpreendidos pelas doenças, pelas perdas de pessoas tão próximas como o falecimento do meu querido irmão gêmeo, o Guido Crês, ocorrido há uma semana, cuja missa de sétimo dia será celebrada hoje, 20/12, às 19h, na Catedral do Espírito Santo.

É no deserto que Deus se torna imprescindível para nós. Sentimos a solidão, o frio, o medo. O deserto é um lugar particularmente assustador, quando estamos cansados, idosos, enfermos, pois temos a sensação de que iremos sucumbir. Deus é essa mão amiga que nos sustenta na hora da exaustão. Na noite escura da alma, quando nossas forças há muito se foram e a esperança parece nos abandonar, o Espírito Santo de Deus vem nos consolar com palavras que só o nosso coração é capaz de compreender, pois Ele conhece cada um no íntimo, e sabe o que nos mobiliza.

É neste momento que um elo com o Espírito Santo de Deus é vital para nós, por isso devemos procurá-lo, invocá-lo, buscá-lo através da oração, do recolhimento, da reflexão. O Espírito Santo é o Consolador, mas também a força motriz de ações necessárias para amenizar as nossas dores, as nossas angústias, os nossos sofrimentos.
Aproximemo-nos deste amigo, peçamos a Ele que nos encoraje, oriente, dê sabedoria e mansidão, discernimento diante de acontecimentos tão doídos, prudência e muita força. Ele é o nosso maior e melhor aliado hoje e sempre.
Espírito Santo de Deus, dê ao meu amado irmão gêmeo Guido o descanso eterno, luz e paz. Amém.

Professor Gino Crês