10 de julho de 2026
Política

Câmara espera um pedido do prefeito para propor reajuste

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

Sandro Bussola, Maurício Porto, Faria Neto, Célio Bucceroni, Arnaldo Ribeiro e Carlos Gobbi

A Câmara Municipal aguardará um pedido formal do prefeito Rodrigo Agostinho para apresentar projeto de lei que irá elevar o salário do chefe do Executivo. Em reunião realizada ontem, os vereadores Sandro Bussola (PT) e Faria Neto (PMDB) - respectivamente  atual presidente do Legislativo e o eleito para o próximo biênio - informaram que o reajuste só será proposto e votado caso Rodrigo faça um documento que justifique a necessidade da alteração.

O prefeito, no entanto, disse que ainda não tomou uma decisão. Tanto ele quanto a Câmara hesitam em trazer para si esta responsabilidade por se tratar de uma medida extremamente impopular. Mas, nos bastidores, o aumento é considerado inevitável.

Como o salário de Rodrigo – de R$ 15.735,24 mensais – é o teto permitido legalmente dentro da prefeitura, a medida seria fundamental para garantir o pagamento dos vencimentos dos médicos da Secretaria Municipal de Saúde que atuam na rede de urgência e emergência.

Como boa parte deles realiza plantões extras, há casos em que a remuneração é superior à do chefe do Executivo. Segundo levantamento do Tribunal de Contas do Estado, 50 profissionais ultrapassaram este valor em 2013.

A Secretaria da Administração, no entanto, acredita que este número não seja maior do que 23. Em segunda reunião realizada ontem, a pasta se comprometeu a confirmar esta informação e a Secretaria de Negócios Jurídicos, a analisar qual o percentual máximo do salário do governador que os vencimentos do prefeito poderiam atingir.


Sem consenso

De acordo com Sandro Bussola, a primeira reunião, realizada no período da manhã, foi suscitada após o JC publicar matéria sobre o assunto, também ontem. Da discussão, participaram, além dele e Faria Neto, os consultores financeiros e jurídico da Câmara, Alexandre Antonio Previero e Carlos  Gobbi; o chefe de gabinete do prefeito, Arnaldo Ribeiro; o secretário Jurídico, Maurício Porto; o secretário da Administração, Célio Bucceroni; e o secretário de Saúde, Fernando Monti.

“A Câmara está madura para fazer esta discussão, mas aguardamos um pedido formal do prefeito. Pedi para que ele apresente um documento elencando todas as justificativas até amanhã (hoje), caso entenda que a sessão extraordinária deva ser convocada ainda neste ano”, pontua Bussola.

No Executivo, ainda não há consenso sobre a necessidade de votar o aumento ainda em 2014. Rodrigo disse que uma eventual alteração deverá ser efetivada somente em 2015, não havendo impedimento para reajustar no mesmo ano.

Na tarde de ontem, o prefeito voltou se reunir com Porto e Bucceroni para definir alguns estudos, mas nenhuma decisão final foi tomada.


Inevitável

O secretário Maurício Porto reconhece que a manutenção do salário atual do prefeito seria inviável. Sem a medida, parte dos plantões extras cumpridos pelos médicos deixaria de ser paga e, como consequência, certamente esses profissionais abandonariam o serviço das jornadas extraordinárias.

Trata-se de uma grave consequência, que iria inviabilizar ainda mais o fechamento das escalas nas unidades de urgência e emergência.


Prefeitura abre inscrições para contratar médicos

A prefeitura realizará novo concurso público para a contratar médicos clínicos, obstetras, ginecologistas e pediatras. As inscrições devem ser realizadas no site www.bauru.sp.gov.br, no link “Concursos”, a partir das 9h do dia 19 de janeiro até às 16h do dia 2 de fevereiro de 2015. A  taxa de é de R$ 30,00. A prova objetiva será realizada no dia 22 de fevereiro. Para a jornada básica de 15 horas semanais, serão oferecidos salários de R$ 4.002,16; para 20 horas, R$ 5.336,08; para 24 horas, R$ 6.403,46; para 30 horas, R$ 8.004,32; para 36 horas, R$ 9.605,18; e, para 40 horas, R$ 10.672,16.

Além da jornada de trabalho, os profissionais poderão realizar atividades sob a forma de plantão extra na rede de urgência e emergência, recebendo o valor de R$ 1.429,57 por 12 horas de plantão.