08 de julho de 2026
Internacional

Usinas nucleares da Coreia do Sul sofrem ataque hacker

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O governo sul-coreano admitiu nesta segunda-feira (22) que computadores da Korea Hydro and Nuclear Power (KHNP), empresa que administra as usinas nucleares do país, sofreu um ataque hacker que expôs informações confidenciais.

A empresa, que cuida das 23 plantas nucleares da Coreia do Sul , garantiu que os dados vazados não são "críticos" e que os ataques não geram risco de alteração no funcionamento das usinas.

"Sabemos que o sistema de controle [das usinas] é desenhado de tal forma que não há nenhum risco, absolutamente" declarou o vice-ministro de Energia Chung Yang-ho à "Reuters".

Apesar disso, a Coreia do Sul anunciou um exercício de segurança para garantir que os sistemas não estejam vulneráveis a novos ataques hacker.

Segundo as agências internacionais, a Coreia do Norte, com quem o país tecnicamente está em guerra, não foi descartada como suspeita pelas autoridades, embora não se possa ainda confirmar sua participação.

Os ataques acontecem dias depois de os Estados Unidos acusarem a Coreia do Norte de envolvimento em um ataque cibernético que expôs um grande número de documentos confidenciais do estúdio Sony e culminou no cancelamento da comédia "A Entrevista", que conta a história fictícia de um plano para matar o ditador norte-coreano Kim Jong-Um.

Há anos, a Coreia do Sul acusa seu vizinho do norte de promover ataques cibernéticos contra bancos e instituições do país.

O ATAQUE

Desde de o dia 15 de dezembro, um usuário no Twitter que se identifica como "presidente de um grupo anti-energia nuclear no Havaí" tem publicado documentos confidenciais sobre a KHNP, incluindo, segundo a agência de notícias Yonhap, dados pessoais de 10 mil funcionários da empresa.

Para acabar com os vazamentos, o cibercriminoso exige que três usinas nucleares sejam desativadas no Natal e diz que ainda tem 100 mil páginas de documentos confidenciais para revelar, incluindo plantas baixas e informações confidenciais sobre os sistemas das usinas.

"Posso revelar para o mundo 100 mil páginas de informações inéditas" disse o hacker no Twitter. " Vocês dizem que o material [a que eu tive acesso] não é confidencial. Vamos ver ser vocês assumirão a responsabilidade quando plantas [de usinas], sistemas e programas forem revelados para os países que os querem", escreveu.