Está difícil partilhar destes Natais em que as pessoas sentem-se forçadas a gastar o que não podem. Natal dos presentes obrigatórios. Natal dos amigos (nem sempre amigos) secretos. Sinto-me pressionado a montar uma árvore de Natal até hoje não comprada, de enfeitar minha casa com luzes artificiais. Já vieram me perguntar o que eu gostaria de ganhar, o que havia comprado de presentes e onde vou passar a noite de Natal. Estou cansado dos Natais em que o aniversariante nunca é lembrado e de ter que olhar para Papais Noéis, invenção do comércio. Não sou contra o comércio, pelo contrário, o comércio gera trabalho, dignidade e segurança.
O que entristece é saber que o Natal está reduzido apenas ao consumismo, nos afastando do verdadeiro espírito natalino. Mas Natal é amor e vai estar sempre presente onde reinar o sorriso e a fraternidade. Feliz Natal!
Carlos Iunes, professor