08 de julho de 2026
Esportes

Jogo solidário: bom senso

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Jogadores conhecidos, como Fábio Ferreira e França, atuaram ontem no distrital Horácio Alves Cunha

O último final de semana do ano foi um dia para folga, confraternização, encontrar amigos, trocar informações com jovens que estão no futebol amador e buscam chance em uma equipe profissional e fazer um balanço de 2014. Foi neste clima que profissionais e amadores do futebol em Bauru se reuniram para partida amistosa, ontem à tarde, no distrital Horácio Alves Cunha, no Jardim Bela Vista.

O cenário do campo, que mistura ganchuma com grama e alguns pontos ralos apesar das chuvas, serve de comparação para os problemas enfrentados pelo futebol brasileiro. Entre os jogadores, o vexame na Copa do Mundo após a goleada histórica por 7 a 1 contra a Alemanha e a espera de ajuste no calendário oficial foram os temas mais comentados.

O zagueiro Wellington da Silva Pinto, que saiu do Jardim Ouro Verde em Bauru para o Palmeiras quando tinha 17 anos, lamentou a catastrófica derrota da seleção. “Foi muito duro ver os melhores atletas profissionais que defendem nosso País perdendo daquele jeito. Foi uma data para esquecer e para servir de exemplo para o futebol melhorar. Nós temos já algumas respostas do Bom Senso Futebol Clube e esperamos que a CBF possa melhorar o calendário”, disse em referência ao movimento iniciado no Brasil contra excesso de jogos e calendário apertado.

Já Wellington Muniz dos Santos, o França, que saiu do Nova Esperança para entrar nas categorias de base do Noroeste, passando por times como Palmeiras, Curitiba e Figueirense, comentou que “a coisa tem de melhorar”. “Por mim, jogo mais de uma vez por semana na boa, porque é o que eu gosto de fazer. Mas se melhorar o calendário, é melhor. Os times têm pouco tempo para se preparar”, disse.

Para o empresário Joice Queiroz, que representa vários atletas profissionais, é de São Paulo mas atua em Bauru desde passagem pelo Noroeste, a estrutura do futebol mudou, com vida mais difícil para os atletas desconhecidos. “Os jogadores mais conhecidos conseguem organizar melhor seus contratos. Mas para os desconhecidos continua difícil, porque depois de um semestre jogando em estaduais eles encontram muita dificuldades para trabalhar”, comenta.

Beneficente

No jogo solidário de ontem, os organizadores arrecadaram um litro de leite em doação. Os donativos serão entregues à Casa de Apoio Efraim, da Vila Dutra. Um dos organizadores, juntamente com a Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA), Nelson de Oliveira Neto agradeceu a participação e lembrou que muitos jogadores enfrentaram dificuldades.

“Hoje estamos aqui em uma condição de ajudar um pouco. Muitos de vocês tiveram muitas dificuldades no início e alguém ajudou. Então, agradeço a quem pode participar neste período de férias”, disse. O amistoso misturou profissionais com ex-jogadores e atletas do amador.