O presidente dos EUA, Barack Obama, saudou o fim da intervenção militar da Otan no Afeganistão, que já durava 13 anos e foi oficialmente encerrada ontem.
De férias no Havaí, Obama homenageou os mais de 2.200 americanos mortos no conflito, segundo ele, o mais longo da história dos EUA - e disse que o fim da intervenção é “um marco”.
“Agora, graças ao sacrifício de nossos homens e mulheres, a missão de combate no Afeganistão chega ao fim e a guerra mais longa da história dos EUA acaba de maneira responsável”, disse Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca. “Estamos mais seguros e nosso país está mais seguro”, declarou antes de advertir que, apesar dos esforços, o Afeganistão ainda é “um lugar perigoso”.
Em Kabul, na sede da missão da Otan, uma cerimônia marcou o fim da intervenção. “Hoje é o fim de uma era e o começo de uma outra” disse o general americana John Campbell, comandante da Otan.
É o fim?
Cerca de 13 mil tropas, principalmente norte-americanas, permanecerão no país em uma nova missão, de duração estimada de dois anos. O objetivo é treinar as forças locais. Mesmo com anos de ajuda militar do ocidente, o Afeganistão sofre ataques do Taleban, grupo radical que tinha ligações com o terrorista Bin Laden. Neste ano, cerca de 3.200 civis e 4.600 policiais e militares foram mortos no país nos conflitos com a milícia islâmica.