08 de julho de 2026
Geral

Chegou o ano de transformar dificuldade em oportunidade


| Tempo de leitura: 4 min

Chances existem para serem aproveitadas. E é justamente nos momentos em que mais encontramos dificuldades que elas aparecem. 

 

Obstáculos existem para serem superados e, a médio ou longo prazo, tornam-se marcas que engrandecem ainda mais a nossa batalha e, consequentemente, conquistas. 

 

Nesta edição de sua tradicional perspectiva anual, o Jornal da Cidade evidencia exemplos de iniciativa, coragem, persistência e disciplina que, numa equação positiva, transformaram a necessidade ou vontade de reinvenção profissional em histórias bem sucedidas de realização pessoal. 

 

Independentemente ao vai-e-vem de indicadores econômicos, o mais importante, orientam especialistas nas áreas de economia, gestão pessoal, mercado de trabalho, psicologia e sociologia, é utilizar-se dos meios disponíveis, ou até mesmo fazê-los surgir.

 

Se é das eventuais dificuldades que podem surgir as melhores oportunidades, façamos de um limão uma limonada e aproveitemos para reavaliar nossos conceitos, aperfeiçoar o que já funciona e, mais do que tudo, colocar a mão na massa!

 

Feliz 2015 e mãos à obra!

 

Oportunidade para quem se preparou 

 

É tempo de analisar melhor a condição financeira e ponderar sobre os gastos. O que não significa economia de guerra. Esse é o recado dos analistas. No entanto, para quem se disciplinou durante os anos de euforia financeira, o ano promete ser de boas oportunidades, sim, para o consumo.

 

Em caso de ofertas à vista, setores como automotivo ou de imóveis, se apresentam como bons exemplos de oportunidades em virtudes da baixa procura que tende a se estabelecer pelos próximos meses. Itens de consumo como roupas e calçados também apresentarão boas ofertas para os mais precavidos.

 

Esta é a projeção do consultor financeiro Fernando José Martha de Pinho. O período, observa o economista, requer maior atenção, principalmente, nos quatro primeiros meses do ano, quando despesas do período de festas se acumulam aos tradicionais compromissos, como impostos (IPVA e IPTU). 

 

“É preciso bastante cuidado”, recomenda. “A época é excelente para se repensar o consumo. Todas as contas dos presentes se acumulam aos compromissos que chegam nos primeiros meses do ano seguinte. Além disso, a taxa de juros está alta e segue subindo. É preciso cuidado, evitar comprar o que não precisa”, alerta. 

 

Porém, ressalva o economista, o período é sim uma chance para quem estava com a cama feita antes da diminuição do fôlego econômico. “Toda a chamada crise é oportunidade também, para quem se preparou e não entrou no clima de euforia dos últimos anos”, pondera. 

 

Segundo o economista, era consenso entre os analistas de que a montanha russa financeira, em termos macroeconômicos, desceria a ladeira em algum momento. “Nós, que viajamos para participar de congressos, percebemos os sinais que eram dados. A maioria virou as costas. É mais uma crise que poderia ter sido evitada”, considera. 

 

Lição

 

Quem eventualmente foi pego de surpresa pelo desaquecimento da economia, recomenda o consultor financeiro, também pode tirar proveito do momento. “É preciso enxugar, sempre com a pergunta, antes de comprar: ‘eu realmente preciso disto ou é apenas desejo motivado por propaganda?’”, diferencia. 

Contudo, repensar os gastos também não implica, observa o consultor, em exageros também no controle.

 

“Não adianta passar necessidade para economizar. A época é excelente para se pensar”, reitera. “Sempre há queda após períodos de grande euforia. Para aproveitar novas épocas semelhantes, o principal é se preparar”, insiste.

 

A ‘bolha’ e o bolo

 

A taxa de juros, alerta o consultor financeiro, está lá em cima e tende a subir ainda mais. Portanto, compras à vista são mais do que recomendadas.

 

O economista lembra que a falta de disciplina entre os consumidores contribuiu para o estourar da “bolha” em termos macroeconômicos. “Houve endividamento brutal de empresas e consumidores, sem disciplina e freios”, atribui. “Dinheiro barato do BNDES para empresas e excesso de gastos públicos ajudaram a gerar isso tudo”, acentua. 

 

O endividamento do consumidor, após anos de incentivo, é somado ao déficit do governo pelo excesso de gastos públicos (inclusive corrupção). Tudo somado ao mesmo bolo, salienta de Pinho, ainda têm a “cobertura” com problemas externos. 

 

“Problemas na Rússia, Venezuela ou Argentina, tradicionais compradores do Brasil, farão com que a aquisição de produtos nossos seja menor, acentuando as perspectivas de recessão”, complementa.

 

Olho no termômetro

 

O maior “termômetro” que afere a maré econômica é o índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País. É a soma de todos os bens e serviços produtos no Brasil. 

 

De acordo com o Banco Central, em estimativa publicada em meados de dezembro, a expectativa de alta do PIB brasileiro para 2014 era de 0,16%. Para este ano, economistas esperam crescimento de 0.69%, de acordo com o relatório Focus, estudo que engloba mais de 100 instituições financeiras. 

 

Leia mais no Caderno Especial Perspectiva 2015 e Retrospectiva 2014 da edição do dia 1º de janeiro de 2015 na versão online ou impressa do Jornal da Cidade.