08 de julho de 2026
Geral

Mega-sonhadores de última hora...

Marcus Libório
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa/Divulgação

João Silva, 74 anos, garantiu sua aposta ontem em uma lotérica do Centro 

A Mega-Sena da Virada tem um significado especial para muita gente: sonho de se tornar um milionário e se ver “livre” das inúmeras contas mensais, prestações no banco e impostos abusivos que insistem em “assombrar” o contribuinte nos primeiros meses do ano. 

 

Ontem, a poucas horas do sorteio do grande prêmio de 2014, estimado em R$ 240 milhões, o movimento de apostadores de última hora nas casas lotéricas do Centro de Bauru era intenso. Afinal, quem levar a bolada sozinho e aplicar o valor integral na poupança poderá ter uma renda de cerca de R$ 1,4 milhão por mês. 

 

Tanto dinheiro assim aguça os desejos mais excêntricos e extravagantes dos cidadãos. É o caso da bancária Jocimara Lopes Ferreira, 47 anos, que só joga quando o prêmio está acumulado. “Já participei de três bolões no trabalho e, agora, estou garantindo o meu jogo e o da minha mãe”, contou. 

 

Se começar o ano de 2015 milionária, Jocimara pretende realizar um sonho não muito convencional. “Vou para Dubai (cidade dos Emirados Árabes) pular de paraquedas”, revelou. Quando o assunto é ajudar o próximo, ela diz que não irá medir esforços. “Construirei várias casas populares para doar a quem precisa.”

 

Ao lado dela, na mesma casa lotérica, o aposentado João Silva, 74 anos, fazia jus ao nome do estabelecimento: Pé Quente. “Jogo ocasionalmente, mas estou confiante e me sentindo com sorte”, disse. 

 

O desejo de João é deixar a família estabilizada e sem “dor de cabeça” com as contas. “Outra vontade minha é abrir uma instituição filantrópica e formar uma equipe que trabalhe em prol dos mais necessitados”, pontuou o aposentado. 

 

Na quadra 5 da rua Virgílio Malta, região central de Bauru, a porteira Cristiane Conchineli, 36 anos, enfrentava a fila na Casa Lotérica “Campeão da Sorte”, para garantir a sua aposta. Com muito otimismo, ela esperava ser a vencedora e levar a tão desejada “taça” milionária oferecida pela Caixa Econômica Federal. 

 

Para isso, Cristiane conta com seu número da sorte: 14. “Foi a data que comecei a namorar, quando me casei. Minha filha e minha afilhada nasceram nesse dia. Esse número não pode faltar no meu jogo”, disse, aos risos. 

 

Com tanto dinheiro na conta, ela pretende viajar por todo o Brasil, além de realizar o sonho de sua filha de 13 anos “Ela quer muito ter uma fazenda com vários cavalos”, contou. A solidariedade também está entre os planos de Cristiane. “Ajudarei os idosos e as pessoas com câncer, principalmente crianças. Já tive caso na família e sei como é difícil”, lembrou. 

 

Quatro apostas dividem os R$ 263 milhões Mega da Virada

 

A Caixa Econômica Federal sorteou na noite desta quarta-feira (31) as seis dezenas da Mega Sena da Virada, que pagou nesta quinta edição um prêmio de R$ 263 milhões. As dezenas sorteadas são 01 – 05 – 11 – 16 -20 -56.

 

Quatro apostas dividirão o maior prêmio da história da Mega da Virada: duas de São Paulo, uma do Distrito Federal e outra de Santa Rita do Trivelato, no Mato Grosso. Cada uma receberá  cerca de R$ 65 milhões.

 

 

Aumento de 70%

 

Proprietário da Casa Lotérica “Campeão da Sorte”, Ronaldo dos Santos Gomes, 35 anos, estima que houve um aumento de 70% nas apostas da Mega-Sena nesta semana, por conta do sorteio da virada. Porém, ele avalia que muitos se anteciparam nos jogos. 

 

“Tenho a impressão que o bauruense aprendeu a não deixar tudo para última hora. Hoje (ontem de manhã), tem menos movimento, o que comprova isso”, pontuou, e acrescentou que também garantiu sua aposta. 

 

Na fila e com fé

 

Quem preferiu fazer a última “fezinha” do ano na Casa Lotérica de um supermercado localizado na avenida Nações Unidas, enfrentou fila. No entanto, não foi motivo para desanimar o estudante Daniel Augusto Costa, 23 anos. “No final do ano é de lei apostar na Mega-Sena”, brincou.  Com o prêmio, ele compraria um apartamento, um carro de luxo para o irmão, além de custear uma vigem para a mãe e sua avó a Portugal. “Também ajudaria pessoas com deficiência”, acrescentou.