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Reuters |
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Militares transportaram, ontem, caixões com os corpos resgatados do Airbus A320 da AirAsia |
Equipes de resgate encontraram ontem mais 21 corpos de vítimas da queda do avião da AirAsia, subindo o número para 30. O Airbus A320 transportava, no último domingo, 162 pessoas de Surabaia, na Indonésia, a Cingapura quando caiu no mar de Java.
Segundo o coronel da Marinha indonésia Yayan Sofiyan, alguns dos corpos resgatados estavam presos ao cinto de segurança. Dos 30 recuperados no estreito de Karimata - que separa as ilhas indonésias de Bornéu e Belitung -, ao menos quatro já foram identificados.
As buscas têm sido prejudicadas pelo mau tempo na região, o que tem sido apontado também como uma das prováveis causas do acidente.
Minutos antes de o avião perder contato com o controle de tráfego aéreo, o piloto havia pedido autorização para elevar a altitude para desviar de uma tempestade. A autorização não foi dada pois outra aeronave já estaria voando na faixa solicitada.
Foi permitido, porém, que o avião fizesse um desvio à esquerda, mas a tripulação já não respondeu mais aos controladores.
Inclinação
De acordo com uma autoridade próxima às investigações, dados do radar da aeronave mostrariam que o avião fez uma subida brusca e ficou num ângulo “inacreditavelmente” inclinado antes da queda. “Foi uma subida brusca, muito brusca. Parece estar além dos limites de performance da aeronave”, disse o funcionário.
Fóruns de discussão online entre pilotos discutem supostos dados de um segundo radar, que sugere que o avião estaria voando numa velocidade abaixo da recomendada e que, por isso, pode ter entrado em estol - perda de sustentação aerodinâmica.
Outra frente das buscas é a localização das caixas-pretas do avião, o que pode demorar até uma semana por conta das condições meteorológicas.
Ontem, a Indonésia passou a contar com a ajuda da agência francesa de investigação de acidentes (BEA), especialista nesse tipo de busca. Segundo a agência, um barco transportou os investigadores ao estreito de Karimata, “com equipamentos de detecção, incluindo hidrofones, para captar os sinais acústicos emitidos pelos gravadores de voo”.
Um total de 29 barcos e 17 aviões de países como EUA, Austrália, Cingapura, Malásia e Indonésia participam das operações, que já se estendem por um raio de 13.500 milhas náuticas quadradas (cerca de 25 mil km²) no mar de Java.