08 de julho de 2026
Esportes

Jones invencível

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Jeff Bottari/Zuffa LLC/Reprodução

Jon Jones utilizou seu arsenal de chutes e cotoveladas contra Cormier

Ao 27 anos de idade, o norte-americano Jon Jones mostrou mais uma vez, na madruga deste domingo, o porquê continua imbatível no UFC. Ele derrotou o compatriota Daniel Cormier, 35, ex-campeão dos pesos-pesados do Strikforce, por decisão unânime dos juízes. Foram cinco rounds de luta difícil, mas eletrizante, com sequências de socos, cotoveladas, chutes e quedas, que levantaram o público presente no ginásio MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas.

A principal luta da noite, pelos pesos meio-pesados, começou com belos chutes de Jones, na altura da cabeça de Daniel Cormier. Em resposta, “DC” aplicou alguns socos e uppers, mas não conseguiu achar a distância certa para levar Jones para o chão. Nas grades do octógono, porém, prevaleceu o talento do atual campeão, que aplicou boas joelhadas e cotoveladas contra o rival, supinando Cormier e o derrubando cinco vezes.

O combate permaneceu amarrado em boa parte do tempo, no entanto, apesar do público não presenciar o nocaute ou uma finalização, os lutadores ganharam o bônus de "Luta da Noite" (R$ 134 mil para cada um) e viram Jones sair de cena novamente com o título de campeão do UFC na cintura. A pressão da luta sobrou até para o árbitro central Herb Dean, que acabou levando um soco de raspão de Cormier após soar o gongo do fim da luta.

Imbatível

Jon Jones parece seguir os mesmos passos trilhados pelo amigo Anderson Silva. Desde a sua conquista do cinturão do UFC, contra o brasileiro Maurício "Shogum" Rua, foram oito defesas de título bem-sucedidas, o recorde de sua divisão no Ultimate.

Ele derrotou nomes como Lyoto Machida, Rashad Evans, Quinton Jackson, Vitor Belfort, Chael Sonnen, Alexander Gustafsson, Glover Teixeira e agora Daniel Cormier. Na preparação antes da luta contra Cormier, Jones realizou treinos com o amigo e ídolo Anderson Silva, que retorna ao UFC no próximo dia 31, contra Nick Diaz, após uma ano da lesão sofrida na perna esquerda durante a luta contra Chris Weidman. “Treinar com o Anderson Silva é o mesmo que jogar com o Michael Jordan. É o melhor”, elogiou Jones.