08 de julho de 2026
Nacional

Pirataria online gera perda de R$ 800 mi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Brasil perdeu ao menos R$ 800 milhões com a venda de produtos piratas pela Internet em 2014. Os dados se referem ao período de janeiro ao início de dezembro, sem computar as vendas de Natal. Na melhor época do ano para o comércio, estima-se que tenha havido uma expansão de 25% a 30% no comércio eletrônico de itens falsificados ou contrabandeados, em relação ao Natal de 2013.

 

Os dados são do Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), que recentemente lançou o “piratômetro” (www.clickoriginal.org), um portal para empresas e consumidores denunciarem o comércio pela Internet de produtos falsificados ou de origem suspeita - a maior parte vinda da China, com preços subfaturados. O fórum é integrado por 32 entidades.

 

O “piratômetro” foi criado em parceria com uma empresa que atua no setor de combate a fraudes bancárias e funciona com um sistema semelhante ao do impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. O site publica, a partir de informações mapeadas em alguns segmentos, as perdas com a pirataria. Entre os setores campeões de denúncia no site estão perfumaria e cosméticos, brinquedos e medicamentos.

 

No comércio tradicional (vendas de lojas físicas), a perda com o comércio ilegal de produtos deve chegar a R$ 30 bilhões em 2014, considerando 13 segmentos da indústria, afirma Edson Vismona, que preside o fórum.

 

“O Brasil é um mercado que desperta forte interesse, seja para quem quer vender produtos legais ou ilegais, e, no comércio online, o crescimento é vertiginoso. Os sites chineses estão aproveitando essa oportunidade e já alcançam a liderança no mercado brasileiro”, diz ele.

 

Segundo Vismona, a audiência desses sites cresceu 79% no País só no último ano. “O consumidor tem de ter atenção, desconfiar de preços fantásticos, daqueles que vendem sem nota fiscal e não se sabe a procedência do produto”, afirma o executivo.

 

Levantamento feito pelo FNCP mostra, por exemplo, que amortecedores do Fiat Cinquecento são vendidos por US$ 2 a unidade, quando adquirido um pacote com 200 unidades no Alibaba. O site diz que o produto é “genuíno”.

 

Outros produtos que constam do levantamento mostram bolsa da grife Givenchy vendida por US$ 29,99,  enquanto a original custa US$ 1.225. Um celular Samsung Galaxy S5 é vendido na internet por US$ 122,55; e o preço de venda do aparelho original no país é R$ 1.817,05.

 

O site AliExpress (Alibaba) informou que é uma plataforma de e-commerce “neutra e transparente” e que incentiva os consumidores a dar sua opinião diretamente aos vendedores para melhorar “seus serviços e a experiência dos usuários”.

 

Produtos irregulares na Internet

 

Como são identificados os itens ‘suspeitos’

- Origem da oferta: produtos exclusivos de uma grife vendidos sem representação

- Preço muito abaixo do mercado, considerado ‘fantástico’

- Sites declaram que produtos são ‘réplicas’

 

R$ 800 milhões

- é o valor da perda com a venda de produtos considerados de origem ilegal, falsos ou piratas pela Internet

 

Piratômetro 

- O que é: 

uma plataforma especialmente dedicada a denúncias de pirataria na Internet

- Endereço eletrônico: 

www.clickoriginal.org

- O que faz: 

monitora ofertas on-line em todo o mundo e recebe denúncias de consumidores e empresas sobre 

vendas ilegais