08 de julho de 2026
Geral

A escalada de um menino prodígio

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 3 min

A fase de decisão sobre qual caminho seguir na vida profissional é sempre complicada para a maioria dos adolescentes. Provas, testes, angústias e incertezas acabam sendo os protagonistas neste período de vestibular. Porém, existem algumas pessoas que não passam por este problema. Um deles é o bauruense Allan dos Santos Costa, de apenas 17 anos. 

 

Estudante do terceiro ano do ensino médio do COC de Bauru, o jovem já tem seu futuro definido: vai estudar na Universidade Minerva, uma instituição norte-americana que visa oferecer uma experiência global ao aluno (leia mais abaixo).

 

Malavolta Jr.

Estudante Allan Costa, 17 anos, e o diretor Alex Cobo, da Universidade Minerva na América Latina

 

Com excelente desempenho na prova de admissão, Allan recebeu em dezembro o diretor da universidade na América Latina, o argentino Alex Aberg Cobo - responsável por ser o ‘caça-cabeça’ dos latino-americanos. “Ele veio me apresentar a proposta da universidade, conversar com meus pais, amigos e conhecer meu colégio e professores”, explica Allan, que deve viajar aos Estados Unidos para estudar em setembro de 2015. 

 

Rotina comum

 

Dono de mais de 20 medalhas em olimpíadas de ensino e representante do Brasil nas disputas de astrofísica por três vezes, engana-se quem pensa que Allan sempre foi um aluno “bitolado” nos estudos. “Até o 9.º ano, eu não levava nada a sério. Era meio relaxado e achava tudo desinteressante. Mas depois comecei a achar relação entre aquilo que estudávamos em sala de aula e as coisas do dia a dia”, explica o garoto. 

 

Mesmo assim, ele não passa o dia todo estudando. Pelo contrário, tem uma vida bastante normal. “Eu só presto atenção nas aulas e estudo um pouco à tarde. Faço outras coisas como todo mundo”, declara ele, que nas horas vagas faz aulas de capoeira e street dance. 

  

Futuro 

 

Mesmo quase gabaritando vestibulares concorridos como da Unesp, Fuvest e Unicamp, Allan vê seu futuro fora do Brasil. “Quero alguma coisa na área de biologia ou biotecnologia. Este setor ainda não é muito desenvolvido no nosso País e o bom da Minerva é que ela dá várias vertentes de forma que você pode misturar diferentes áreas durante os quatro anos de estudo. Quero realmente fazer a diferença no futuro”, garante Allan.  

 

Seletiva e diferente

 

Com uma proposta diferenciada das demais instituições existentes, a Universidade Minerva inova porque busca alunos brilhantes ao redor do mundo e tem uma política seletiva. “Nós é que vamos até o aluno. Procuramos aquele que é diferenciado, tem currículo e pode se transformar em um líder inovador, de pensamento aberto. Além disso, somos a universidade mais seletiva das Américas. Nossa taxa de adesão é de 2,8% enquanto a da Harvard beira os 5%”, conta o “olheiro” Alex Cobo, que ‘achou’ Allan por conta de suas impressionantes marcas em olimpíadas e desempenho escolar.   

 

Porém, para ingressar de vez na Universidade Minerva, Allan teve que passar pelas três etapas de testes, currículo e análise psicológica, que fazem parte do processo seletivo da instituição. 

 

“Allan foi muito bem na prova e estamos ansiosos para tê-lo no nosso time”, declara Cobo. Até março deste ano, a Minerva deve buscar mais 200 alunos pelo mundo.

 

Inovadora

 

De acordo com Alex Cobo, a Minerva se destaca das outras universidades por algumas características. Isto porque é global, ou seja, não tem um campus fixo. Os alunos começam o semestre na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos e, até o final do curso, passam por outras capitais como Berlim, Buenos Aires, Nova York, Londres e Hong Kong. As aulas são todas via Internet, de forma ao vivo e interativa e seu custo é reduzido. “Nossas turmas são de poucas pessoas e nossa pedagogia é multidisciplinar. Não há um curso específico com grade fechada. Nós oferecemos as áreas e o aluno escolhe o que vai estudar”, explica Cobo.