11 de julho de 2026
Internacional

Israel congela fundos após palestinos buscarem tribunal internacional

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Israel decidiu congelar a transferência mensal de receitas para os palestinos em resposta ao apelo do presidente Mahmoud Abbas ao Tribunal Penal Internacional e a outros organismos internacionais.

Um oficial disse que o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, decidiu, após consultar ministros, congelar a transferência mensal prevista de 500 milhões de shekels israelenses (US$ 125 milhões), que os palestinos recebem para cuidar do governo e pagar salários de funcionários públicos.

Israel havia condenado o movimento de Abbas na última quarta-feira (31) como um passo unilateral que minou as perspectivas de um acordo de paz.

JULGAMENTOS

Neste domingo (4), Netanyahu também afirmou que seu governo não permitirá que altos comandantes e oficiais do Exército sejam julgados em tribunais internacionais em casos abertos por palestinos.

"Não vamos permitir que os soldados e os comandantes do Exército sejam levados perante o Tribunal Penal Internacional de Haia", disse Netanyahu ao iniciar a sessão semanal do Conselho de Ministros.

O primeiro-ministro acusou a Autoridade Nacional Palestina (ANP) de ter escolhido o "confronto" com Israel.

Em seu breve discurso, o governante disse que Israel não ficará de "braços cruzados" diante da iniciativa palestina de aderir ao Estatuto de Roma, que regula a atividade do Tribunal Penal Internacional.

"Os soldados continuarão defendendo o Estado de Israel com força e determinação, e da mesma forma que eles nos defendem, vamos defendê-los com a mesma força e determinação", sustentou Netanyahu.

Na quarta-feira, após o fracasso em aprovar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para pôr fim à ocupação, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, assinou pedidos de adesão a vinte tratados e convenções internacionais, entre eles o Estatuto de Roma.

O pedido pode gerar uma série de processos contra governantes e militares israelenses por crimes de guerra e violação de direitos humanos em território ocupado, embora os líderes palestinos também fiquem expostos a um julgamento.