Com a entrada do verão, as chuvas fortes e os alagamentos se tornam muito comuns em Bauru. Em razão dos riscos que as condições do tempo nesta época do ano envolvem, a Defesa Civil reforça seu guia de orientações e procedimentos que devem ser adotados por todas as pessoas, onde quer que elas estejam.
As recomendações (veja no quadro abaixo) integram as ações da Operação Verão, desencadeada pela Defesa Civil em todo o Estado em dezembro passado. O alerta ganha importância ainda maior diante da expectativa de Bauru registrar, nesta estação, chuvas acima da média dos últimos quatro anos (leia mais na página ao lado).
“A área urbana de Bauru é cortada por mais de dez córregos, além do rio Bauru, que agravam os riscos durante as chuvas. Por isso, as pessoas precisam estar preparadas”, comenta o coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito.
Simultaneamente, ele garante que os órgãos de resposta – Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Emdurb, DAE e secretarias municipais de Obras, Administrações Regionais, Meio Ambiente, Saúde e Bem Estar Social – estão preparados para, de maneira integrada, desencadear ações preventivas antes e durante os temporais, assim como providenciar, o mais rápido possível, o socorro a eventuais vítimas e os reparos necessários após as chuvas.
‘Foi por Deus que sobrevivi’
Em 30 de novembro de 2010, um jovem de 24 anos morreu após ser arrastado pela enxurrada na avenida Nações Unidas. Naquele mesmo dia, a vida do empresário Alexandre Luiz de Oliveira, 55 anos, quase teve o mesmo e trágico fim.
Após um dia de trabalho, ele foi surpreendido pela enxurrada que descia a Nações. O carro estava na altura do viaduto da rede ferroviária e foi levado pela água. “Saí do carro e mergulhei umas duas vezes, até conseguir subir no teto de outro automóvel que também estava sendo levado. Minha sorte foi que ele acabou enroscado em uma pilha de outros veículos e consegui sair vivo”, comenta.
O empresário foi arrastado por cerca de 300 metros até alcançar um local seguro. “Foram momentos de desespero. Nunca imaginamos que uma coisa dessas vai acontecer com a gente. Foi por Deus que consegui sobreviver”, relata.
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