A Comunidade Bom Pastor em Bauru vive uma situação delicada. As dívidas somam R$ 300 mil e a alternativa para quitá-las seria vender uma chácara localizada em Arealva (41 quilômetros de Bauru). Para manter o atendimento aos 240 pacientes, seriam necessárias doações mensais de R$ 150 mil.
Há 28 anos cuidando de crianças carentes e moradores de rua, além de atuar na recuperação de dependentes químicos, a comunidade recebe verba de três frentes municipais: secretarias da Saúde, Educação e do Bem-Estar Social.
No entanto, o auxílio não está sendo suficiente, uma vez que a entidade mantém 40 adolescentes nos abrigos Lar Bom Pastor e Lar Anawin, além de cuidar de 25 dependentes químicos do sexo masculino e 30 do feminino, de 20 mulheres moradoras de rua e 140 crianças na Creche Rainha da Paz.
Fundadora da entidade, Celenita Oliveira Coelho calcula um déficit de 25% nas verbas destinadas à creche e 50% do que é recebido para manter o restante dos pacientes. “São muitos gastos, que vão desde os aluguéis das sedes (são seis e apenas uma delas é mantida pela prefeitura), alimentação e roupas, até o pagamento de médico, psicóloga e assistente social”, observa.
Para sanar a dívida de R$ 300 mil, a única solução imediata encontrada pela entidade foi colocar à venda a chácara que conseguiram em 2010.
A propriedade fica em Arealva e tem 20 mil metros quadrados. O local possui um lago natural, uma piscina e uma construção de 940 metros quadrados. “Colocamos à venda pelo valor da dívida. É triste, pois tínhamos o sonho de construir uma comunidade terapêutica para os adolescentes”, lamenta Celenita Coelho.
Doação bem-vinda
Ontem, a Bom Pastor recebeu doações de brinquedos, roupas e livros diversos. A iniciativa partiu da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp) em Bauru. O presidente da sede da Regional Centro-Oeste da instituição, Gilberto Uemura, explica que a ação tem objetivo de cumprir uma missão sugerida por 5 mil médicos no Estado.
“Além de cuidar da saúde dos pacientes, queremos fazer a diferença em uma entidade que, realmente, precisa de ajuda. E é o caso da Comunidade Bom Pastor”, disse. “A proposta é abraçar a causa e fazer uma parceria, para promover mais doações no decorrer do ano”, completou Uemura.
Como ajudar?
Quem puder ajudar a Comunidade Bom Pastor deve entrar em contato com a entidade pelos telefones (14) 3245-9425 e (14) 3222-7133, ou visitar a sede, que fica na rua Primeiro de Maio, 7-40, Jardim Bela Vista.
Outra forma de colaborar é por meio de depósito bancário: Banco do Brasil, agência 6853-5 e conta corrente número 918-0.